A campanha de Sebastião Melo (MDB) reuniu 15 deputados estaduais, uma federal e quatro secretários do governo do Estado para um ato de apoio à reeleição na noite desta terça-feira. O objetivo foi reforçar o pedido para que os parlamentares se engajem neste segundo turno. Melo solicitou aos presentes que postassem fotos em redes sociais e fossem às ruas. Um representante de cada bancada da Assembleia Legislativo discursou em favor da reeleição.
Dois pontos permearam todos os pronunciamentos: um antipetismo latente, com críticas contundentes ao PT e à adversária de Melo, Maria do Rosário, e um apelo para que todos estejam engajados não apenas para uma vitória eleitoral, mas sim um resultado expressivo nas urnas em 27 de outubro.
"Se não tivesse a enchente, essa eleição estava resolvida no primeiro turno, e muito bem resolvida", discursou Melo. Tomei decisões enquanto minha opositora estava preocupada em fazer política", disse, referindo-se às cheias e criticando Rosário.
“Deputados, vocês são líderes dessa cidade. Quero pedir para vocês convocarem a tropa. Deixa o time do gabinete para trabalhar depois do dia 27. Quero convocar vocês para liberarem os funcionários para caminharem pela cidade, conversar com as pessoas. Não quero ver nenhum bairro, nenhuma praça, nenhum parque que não tenha mais gente nossa, porque nós somos a maioria dessa cidade”, pediu o prefeito.
Estiveram presentes deputados estaduais e/ou vereadores do MDB, PL, PP, Republicanos, Podemos, PRD, Novo, PSD, e PSDB. O Cidadania foi representado pela deputada federal Any Ortiz. Destaca-se a presença de Felipe Camozzato (Novo), adversário de Melo no primeiro turno, e de quatro secretários do governo Eduardo Leite (PSDB).
"Alguém querer falar da corrupção sendo a mãe ou o pai da corrupção é inaceitável", disse Elizandro Sabino (PRD), ironizando as críticas que Rosário tem feito contra supostos escândalos de corrupção na Secretaria Municipal da Educação (Smed).
"Fora PT, aqui vocês não têm mais lugar", exclamou Cláudio Branchieri (Podemos). "O lado de lá a gente conhece bem, estão desesperados, eles mesmos veem o Melo como eleito", opinou Capitão Martim (Republicanos). "Porto Alegre viveu 16 anos no atraso. Esse processo não podemos permitir que aconteça de novo", afirmou Valdir Bonatto (PSDB).
Camozzato destacou o período de campanha no primeiro turno. “Sem dúvida, ao longo desses 45 dias, em muitos debates deu para ver do que é feito o outro lado: tentam atacar, difamar, fazer de tudo o que já sabemos que o PT faz.”
"Não é só para dizer que ganhamos a eleição. Que a gente possa de uma vez por todas mostrar para o Brasil que Porto Alegre não é mais um berço da esquerda, não é mais geradora de lideranças que nos envergonham no país inteiro", discursou a deputada federal Any Ortiz.
Apoiadores do prefeito também destacaram meta de uma votação expressiva em segundo turno: "Nós temos que trabalhar para fazer o Melo se eleger com 70% dos votos e varrer de vez a esquerda que tão mal fez à nossa Capital e tão mal pode voltar a fazer", disse Rodrigo Lorenzoni (PL).
"Não podemos dar chance ao azar. Vamos rumo a uma esmagadora - e tem que ser esmagadora - vitória. Precisamos muito mais do que vencer, temos que ir com muita força e vigor", afirmou Edivilson Brum (MDB).
Líder do governo Leite no Parlamento gaúcho, Frederico Antunes (PP) destacou a proximidade ideológica dos presentes. “Nós todos temos pensamentos semelhantes e ideias próximas, por isso não há outro caminho senão estamos todos aqui juntos.”
Também esteve no evento o prefeito-eleito de Uruguaiana, Carlos Delgado (PP), bem como o atual prefeito do município, Ronnie Mello (PP).
