Representantes da campanha do presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), realizaram nesta manhã de domingo uma celebração para registrar o final da caminhada eleitoral. O encontro ocorreu na sede estadual do Partido dos Trabalhadores, no centro de Porto Alegre. “É um momento de celebrar até porque essa é a última eleição com o presidente Lula”, afirmou Edegar Pretto, um dos coordenadores da campanha do petista no Rio Grande do Sul. A fala se dá porque independente do resultado, Lula não concorrerá mais.
Antes do encontro, Pretto criticou a possível interferência norte-americana em relação às eleições e afirmou que esse movimento foi sentido desde o primeiro tarifaço, no ano passado. Segundo ele, setores muito importantes para a economia no Rio Grande do Sul foram afetados.
A mobilização a favor da candidatura do petista sofreu um crescente no Estado, onde a chapa ao governo do Estado e os dois nomes ao Senado apoiados por Lula não tiveram sucesso nas urnas.
"O que vimos?", questionou. "Vimos uma celebração do campo adversário celebrando a intervenção dos EUA, apontou. "Sabemos o porquê. Os EUA e outros países já atuaram desta forma. O que eles querem de nós é um governo complacente, que entregue, por exemplo, o nosso petróleo, que entregue a Petrobras, que entregue as nossas terras raras, os minerais críticos. Este é o motivo da intervenção. E me parece que as lideranças do lado de lá, ou não compreenderam a gravidade nesta relação ou estão sendo verdadeiramente complacentes com outro país interferindo na nossa soberanias", afirmou, ressaltando que o que está em jogo é "muito mais que a eleição desse ou daquele, de um campo político ou outro. É a defesa da democracia e da soberania nacional que vamos defender".
