Eleições

Campanha de Lula marca horário no TSE após aceitar condições para abrir sigilos e desafia Flávio Bolsonaro

“O Brasil merece saber a verdade”, comentou anúncio nas redes sociais do presidente

Mandatário protocolou documento no TSE condicionando abertura de sigilos
Mandatário protocolou documento no TSE condicionando abertura de sigilos Foto : Evaristo Sá / AFP / CP

A campanha do presidente Lula aceitou as novas condições de Flávio Bolsonaro para abrir sigilos e, na noite desta quarta-feira, marcou horário e local. Conforme postagem nos perfis, o PT vai aguardar o adversário às 11h no Tribunal Superior Eleitoral, nesta quinta-feira, em Brasília.

"Desafio aceito Flávio Bolsonaro", afirma a publicação. "Esperamos você no TSE para a abertura total do sigilo. O Brasil merece saber a verdade", acrescenta.

Entre as exigências de Flávio, está a abertura do sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete do petista Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a divulgação de informações sobre o cartão corporativo da Presidência.
"Só que eu não só vou aceitar o desafio como eu vou levar até as últimas consequências", declarou o candidato do PL durante encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

Ao justificar a exigência sobre Marcola, Flávio afirmou que Lula não utiliza telefone celular e que as ligações destinadas ao presidente passam por pessoas próximas. O ex-chefe de gabinete atuava como um dos contatos de quem buscava falar com o petista.

O senador Camilo Santana (PT-CE), foi quem confirmou aceitar as condições. "O candidato adversário Flávio Bolsonaro protocolou no TSE, depois de três dias que Lula fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sistema bancário, uma série de condicionantes, uma tentativa de manobra em relação ao que o presidente colocou para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse País. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer ao candidato é que não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando", afirmou, em entrevista a jornalistas nesta quarta.

Camilo, no entanto, disse que a campanha de Lula "estranhou" a retirada de uma empresa na sugestão apresentada por Flávio na lista de pessoas jurídicas que teriam o sigilo derrubado. O nome dessa empresa é Alcazar, de propriedade do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O senador é apontado em investigação da Polícia Federal como suposto "usuário master" da conta dessa empresa.

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