A máxima do muito em pouco tempo é a que baliza nestes últimos dias de campanha eleitoral os movimentos dos candidatos Edegar Pretto (PT) e Luis Carlos Heinze (PP). Após não conseguir colocar em pé o plano de reproduzir no Rio Grande do Sul a polarização nacional, a campanha de Pretto, que por enquanto aparece em terceiro lugar nas sondagens, vai seguir insistindo no mote de tentar fazer o deputado ‘colar’ em Lula, candidato à presidência, ou em Olívio Dutra, que concorre ao Senado. Até agora a estratégia funcionou pouco ou nada e os levantamentos internos do PT apontam que 1/3 dos eleitores de Eduardo Leite (PSDB) votam em Lula.
Edegar Pretto durante campanha / Foto: Guilherme Almeida/CPMemória
A falta de alinhamento se tornou um problema e tanto para os petistas. Porém, em conjunto com a diferença entre os índices ostentados por Olívio e por Pretto, faz com que, entre seus articuladores, exista quem considere ainda ser possível tanto ‘virar’ parte dos votos de Leite como conquistar uma parcela daqueles que, nas pesquisas espontâneas, não apontam nenhum candidato. Neste momento o maior receio de fato do partido é ficar abaixo dos 20% na contagem final dos votos. Por esta razão, a meta é pelo menos duplicar os índices que aparecem nos últimos levantamentos, mesmo que isto não garanta o passaporte para o segundo turno da disputa estadual.
Heinze em campanha ao lado das candidatas a vice e ao Senado/ Foto: Alex Auler/Divulgação/CP
No QG de Heinze, por sua vez, a estratégia na reta final é impedir a desmobilização dentro da própria coligação e tentar minimizar os efeitos da combinação que, no momento atual, em diferentes sondagens, o coloca com baixos índices de intenção de votos. O senador entrou na campanha antecipadamente e, tomando por base seu alinhamento a Jair Bolsonaro (PL) e a capilaridade do PP, tinha a expectativa de repetir o desempenho de 2018. Naquele ano, para o Senado, ele fez mais votos até do que o primeiro colocado no primeiro turno da disputa ao governo. Ao longo dos últimos meses, porém, ficou clara a preferência do presidente e dos seus simpatizantes por Onyx Lorenzoni (PL). Assim, sem o grosso do eleitorado bolsonarista e com dificuldade em se comunicar com um público fora da própria bolha (mesma adversidade que acomete a candidatura petista), o PP enfrenta ainda um cerco constante de siglas da coligação comandada pelo PSDB a suas lideranças, muitas das quais já próximas de tucanos em função da composição feita no pleito de 2018, quando os partidos estiveram unidos na mesma chapa.
Vieira da Cunha ampliará roteiros de campanha / Foto: Divulgação
Na campanha do candidato do PDT, Vieira da Cunha, a estratégia na reta final será a de reforço na imagem do ex-deputado como uma opção de voto consistente e com propostas bem claras. A ideia é fortalecer o pedetista também como alternativa no campo da centro-esquerda e a eleitores que rejeitem a polarização nacional.
O candidato realizará alguns roteiros finais pelo Rio Grande do Sul, mas, assim como os demais, intensificará nos últimos dias a presença na região Metropolitana de Porto Alegre. No caso de Vieira, não apenas em função da importância numérica da área, mas também porque é historicamente sua grande base eleitoral.
