Luciano Zucco (PL) foi primeiro candidato ao governo do Rio Grande do Sul ao participar das entrevistas individuais propostas pela TV Record. Em 30 minutos de conversa com Samuel Vettori, apresentador do Balanço Geral, o postulante ao Piratini passou por diversos eixos de atuação, focado em segurança pública.
Dentro da esfera de segurança, o primeiro tópico trabalhado foram os altos indicadores de feminicídios. Em resposta, Zucco indicou que trabalhará com a ideia de tolerância zero ao agressor. “Hoje não há uma padronização de todas as delegacias. Nós vamos ter uma comunicação imediata do agressor, além da suspensão de posse ou porte de armas”, pontuou o candidato.
Também na pauta de segurança, Zucco comentou sobre a contenção das facções no território gaúcho, das cidades do interior ao controle dos presídios. “Temos que dividi-los pela periculosidade e não pela facção”, apontou. Questionado sobre colocar os grupos rivais no mesmo local e como isso poderia gerar violência entre os detentos, Zucco rebateu: “Não cabe ao Estado essa preocupação. Eu não quero isso. Eles (Estado) têm que prover a segurança para a sociedade”.
Atualmente, os presídios dividem as organizações criminosas de grande porte em alas diferentes para evitar hostilidade e violência entre os grupos.
A conversa também inclui ações de resiliência climática no RS. Neste tópico, além de colocar o RS como um Estado “reativo” quando se trata de adaptação, Zucco destacou a necessidade de retirar as pessoas das áreas de risco, alocando-as em novas moradias. “Tem o projeto do governo federal, tem compra assistida, tem projeto do governo de estado que está andando, mas, logicamente, vamos buscar acelerar dentro dos recursos que estão sendo destinados para isso”, indicou.
Já no campo da educação, o candidato do PL indicou que o foco da gestão será em educação técnica profissionalizante e com cursos que se adequem ao mercado de trabalho da região, tentando evitar a fuga de mão de obra para outros estados. Na saúde, reforçou a necessidade do aumento de profissionais nos postos de saúde, direcionada à medicina da família, além do uso de telessaúde para melhor o acesso em determinadas regiões.
Questionado sobre como colocar em prática essas propostas, Zucco mencionou a adesão do RS ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estado (Propag) e também a articulação com os estados membros do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) para debater o fundo constitucional da região.
O candidato se mostrou confiante em relação à governabilidade caso seja eleito, usando a quantidade de partidos que compõem a coligação “O Rio Grande Pode Mais” – que inclui PL, Republicanos, Podemos, DC, Novo e PP – e que devem formar uma base considerável na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS).
Zucco também se mostrou disposto a negociar com a esquerda, em nível federal ou estadual. “Menos partido e mais Rio Grande. Eu não vou perguntar qual é o partido”, argumentou.
Na terça (18) é a vez de Juliana Brizola (PDT); quarta (19), Marcelo Maranata (PSDB); e na quinta-feira (20), Gabriel Souza (MDB).
