Em relação ao debate na TV de hoje à noite, promovido pela Band, a candidata disse esperar que o encontro seja "de alto nível, esclarecedor, em que fiquem claras as posições de cada um". "Agora é mais fácil, só tem dois (candidatos). Tendo só dois, as posições vão ficar mais claras, as dúvidas vão ser melhor esclarecidas e vai ser mais fácil para o eleitor saber, por meio do contraste das posições, em quem votar."
Questionada se o debate iria refletir uma campanha mais conservadora para o segundo turno, Dilma disse "não ter o menor interesse em virar conservadora". "Não é uma questão do debate, mas de quem participa. Do meu ponto de vista, não faço nenhuma virada para a direita para poder me eleger", ressaltou. Atualmente, a questão do aborto e da religião migrou para o centro do debate eleitoral, e acredita-se que o tema poderá influir no segundo turno.
Dilma afirmou ter sido acusada de "coisas que jamais pensou ser". "Fui acusada como na Guerra Fria, nos anos 50. Quando você queria acusar uma pessoa, dizia que ela ''comia criancinha''. Eu jamais esperei escutar uma acusação dessas e escutei. Não só foi conservador, como berrou a todas as manifestações absurdas da Guerra Fria, do maior preconceito que houve no mundo que é criar, tentar pregar no adversário uma imagem que é ridícula no século 21", disse.
A candidata se referiu ao eleitorado brasileiro como generoso, com tradição de tolerância. "O Brasil é um país em que árabes e judeus sentam na mesma mesa e convivem sem atritos. Criar clima de guerra religiosa no Brasil é um absurdo porque não compadece com a nossa cultura, e nós não somos assim", disse, destacando que o povo brasileiro é trabalhador, pacífico, gosta da harmonia e não de quem cria conflito, animosidade.
