"Acredito que todas as denúncias, apesar de não ter tido acesso a essa reportagem, têm de ser apuradas e investigadas e que as pessoas culpadas têm de ser drasticamente punidas", disse. "Eu tenho histórico de vida pública, jamais permiti, jamais abriguei práticas ilegais nas minhas proximidades e não faria isso na minha campanha", completou a ministra, que está em Campinas (SP), onde participa de um comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Indagada se as denúncias contra Erenice Guerra afetam a sua campanha, Dilma disse que tem 25 anos de vida pública e que nunca teve uma conta rejeitada. "Nunca, em tempo algum, tive qualquer tipo de suspeita de irregularidade", afirmou. E arrematou: "Não vou admitir que por conta do processo eleitoral joguem suspeita sobre a minha conduta a minha campanha ou os meus atos públicos. Tenho clareza que sou uma servidora pública e nesse processo eu tive um comportamento adequado".
Dilma evitou criticar a postura da sua sucessora no cargo, disse que não fará prejulgamentos as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, elogiou a agora ex-titular da Casa Civil, que foi sua secretária-executiva. "Enquanto trabalhou comigo mostrou muita capacidade, muita competência e idoneidade; qualquer ato que a desabone tem que ser provado e não vice-versa, então eu aguardo e não faço prejulgamento", afirmou a ministra, antes de admitir ter sido informada por Erenice durante a semana que ela deixaria o cargo. "Ela avisou que iria pedir demissão e eu disse que ficava a cargo dela", concluiu.
