Eleições

Dilma nega ligação entre a campanha e irregularidades na Casa Civil

Candidata diz que não tomou conhecimento das novas denúncias da revista Veja

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, refutou neste sábado qualquer ligação entre sua campanha e as constantes denúncias de irregularidades na Casa Civil, pasta que ela comandou até deixar o cargo para disputar as eleições. Dilma afirmou que não tomou conhecimento das novas denúncias da revista Veja desta semana, que aponta possíveis irregularidades contra o marido da sua sucessora, Erenice Guerra, bem como o pagamento de propina a funcionários da pasta para a licitação de compra do Tamiflu, remédio utilizado no combate à H1N1.

"Acredito que todas as denúncias, apesar de não ter tido acesso a essa reportagem, têm de ser apuradas e investigadas e que as pessoas culpadas têm de ser drasticamente punidas", disse. "Eu tenho histórico de vida pública, jamais permiti, jamais abriguei práticas ilegais nas minhas proximidades e não faria isso na minha campanha", completou a ministra, que está em Campinas (SP), onde participa de um comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Indagada se as denúncias contra Erenice Guerra afetam a sua campanha, Dilma disse que tem 25 anos de vida pública e que nunca teve uma conta rejeitada. "Nunca, em tempo algum, tive qualquer tipo de suspeita de irregularidade", afirmou. E arrematou: "Não vou admitir que por conta do processo eleitoral joguem suspeita sobre a minha conduta a minha campanha ou os meus atos públicos. Tenho clareza que sou uma servidora pública e nesse processo eu tive um comportamento adequado".

Dilma evitou criticar a postura da sua sucessora no cargo, disse que não fará prejulgamentos as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, elogiou a agora ex-titular da Casa Civil, que foi sua secretária-executiva. "Enquanto trabalhou comigo mostrou muita capacidade, muita competência e idoneidade; qualquer ato que a desabone tem que ser provado e não vice-versa, então eu aguardo e não faço prejulgamento", afirmou a ministra, antes de admitir ter sido informada por Erenice durante a semana que ela deixaria o cargo. "Ela avisou que iria pedir demissão e eu disse que ficava a cargo dela", concluiu.


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