Dilma explicou que o cálculo do valor do salário mínimo leva em contra o valor do PIB nos últimos dois anos e a inflação. “Nós temos um problema. O PIB de 2009 se aproxima do zero, porque houve uma crise internacional. O Brasil teve uma recuperação muito forte. Estamos avaliando se é possível fazer a compensação.”
A presidente eleita destacou que duas áreas terão grande destaque em seu governo: saúde e segurança. A educação, segundo ela, já está bem encaminhada. “Antecipo que essas áreas terão minha integral atenção. Eu também participarei do acompanhamento.”
CPMF
A presidente eleita afirmou que não planeja enviar ao Congresso a recomposição da CPMF. “Eu tenho muita preocupação com a criação de imposto, preferia que tivéssemos outros mecanismos, mas tenho visto movimento de governadores nessa direção.”
Ela informou que pretende negociar o assunto com os governadores eleitos. “Recebi uma ligação muito correta do governador eleito de São Paulo, (Geraldo) Alckmin, em que ele apresenta uma forma correta de relacionamento. Pretendo ter uma negociação de alto nível. Vou estar atenta à necessidade deles (governadores).”
Pré-sal
Quando indagada sobre a divisão dos recursos do pré-sal, Dilma disse que o assunto já está em pauta. “Aguardemos o que vai acontecer. Eu não posso atravessar esse momento, porque tem um governo e um Congresso em exercício. A partir do momento que encerrar, aí o que restar será avaliado.”
MST
Sobre a questão do MST, Dilma disse que não aprova invasões. “Eu não compactuo com ilegalidade”. No entanto, afirmou que é necessário garantir para o assentado renda monetária. “Temos que fazer uma revolução no campo, no sentido de tornar os produtores proprietários. Criar milhões de proprietários para que o setor seja mais democrático.”
