Após garantir a vaga no segundo turno na disputa à prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário (PT) faz na noite desta terça-feira o seu primeiro evento oficial de campanha. O objetivo era reunir e organizar a militância dos partidos coligados para dar o “gás inicial”. “Não temos tempo a perder”, afirmou a deputada Laura Sito (PT), coordenadora da campanha. Integrantes de todos os partidos da coligação (as federações PT, PCdoB e PV e PSol/Rede), além do PSB e Avante foram chamados.
Enquanto isso, as reuniões internas, que começaram ainda na segunda, após a ressaca do resultado de domingo, seguem. Com 49,72% dos votos, o prefeito Sebastião Melo (MDB) quase encerrou a disputa no primeiro turno. Agora, as estratégias passam por atrair aliados, como PDT, com quem a coordenação petista se reúne hoje. Mas vai além. Por exemplo, ela busca impulsionar as bases (tanto dos partidos declaradamente aliados quanto daqueles cujos as propostas não vão de acordo com os projetos de Melo) e a própria militância petista.
A campanha também passará a adotar outro tom, afirmam interlocutores. Se no primeiro turno as enchentes foram o centro, é consenso entre lideranças de que, agora, é preciso focar também nos outros problemas enfrentados pela cidade, como o transporte público. Além de assumir uma postura mais incisiva contra o prefeito e sua gestão. A ideia é deixar claro que são dois projetos totalmente antagônicos. Por isso, a grande aposta é no tempo igualitário na propaganda de TV. Antes, Rosário contava com pouco mais de 2 minutos e, agora, terá o dobro, com 5. Além de um maior número de inserções.
A aposta Lula
A vinda do presidente Lula ao Rio Grande do Sul nas próximas semanas ainda está sendo articulada. Oficialmente, a agenda prevê uma última “vistoria” no aeroporto Salgado Filho, antes de inauguração oficial, dia 21. A data antecipada ocorre em função da reunião do BRICS, que tem início dia 22, na Rússia.
Apesar disso, a campanha de Rosário quer explorar a visita. A expectativa é que o presidente deverá participar de algum ato junto à petista.
A última vez que Lula esteve no Estado foi em 16 de agosto, início do primeiro turno. Na ocasião, inaugurou obras e casas, mas não se envolveu na campanha de Rosário. No decorrer da eleição, gravou um vídeo genérico para propaganda de rádio e TV e, na reta final – quando a pressão sob a campanha da deputada federal ia aumentando – fez uma nova gravação, um pouco mais personalizada.
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Explorar a figura do presidente nesse segundo turno vai além de colar a imagem de Rosário como a candidata de Lula, afirmam articuladores da campanha petista.
É uma oportunidade de mostrar as ações desempenhadas pelo governo federal na cidade durante as enchentes, fortalecendo e melhorando a imagem de Brasília diante da população.
A tese ganha ainda mais força diante das reiteradas falas do prefeito Sebastião Melo (MDB) – e até do governador Eduardo Leite (PSDB), cujo partido agora abriu campanha para o emedebista – de ausência do governo federal diante da maior catástrofe climática que a cidade já enfrentou.
