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Eleições 2026: entenda como funciona o cadastro biométrico

Votação ocorre no dia 4 de outubro, das 8h às 17h

Desde 2008, a Justiça Eleitoral utiliza impressões digitais para identificar biometricamente o eleitorado
Desde 2008, a Justiça Eleitoral utiliza impressões digitais para identificar biometricamente o eleitorado Foto : Leandro Maciel

No dia 4 de outubro serão realizadas as Eleições 2026. Em caso de segundo turno, os eleitores escolherão seus representantes no dia 25 de outubro. Nos dois casos, a votação ocorrerá das 8h às 17h. Será nesses dias que a população brasileira irá às urnas para definir quem ocupará os cargos de presidente da República, senadores, deputados federais, estaduais (ou distritais) e governadores. Um processo importante neste momento é o cadastro da biometria.

Desde 2008, a Justiça Eleitoral utiliza impressões digitais para identificar biometricamente o eleitorado. A coleta da biometria é um serviço obrigatório e gratuito, realizado apenas em atendimentos presenciais.

A identificação biométrica torna o processo eleitoral mais seguro ao evitar que uma pessoa vote no lugar de outra, além de possibilitar a detecção de eleitores registrados mais de uma vez no cadastro eleitoral. A biometria é um dos elementos que compõem a base de dados da Identificação Civil Nacional (ICN), programa criado para identificar os cidadãos em suas relações com o Estado, promovendo segurança e facilidade na utilização de serviços públicos.

O cadastramento biométrico da Justiça Eleitoral coleta a impressão digital, a assinatura e a foto do eleitor, inserindo-as no Cadastro Eleitoral.

A identificação na seção eleitoral ocorre no momento em que a pessoa apresenta ao mesário o documento oficial com foto; posteriormente, realiza-se a verificação dos dados biométricos para a liberação da urna eletrônica.

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Nas eleições de 2008, a biometria foi testada pela primeira vez nos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO).

Após os resultados obtidos nessas três cidades, em 2010 a Justiça Eleitoral decidiu dar continuidade ao projeto em outros 57 municípios. Dessa forma, nas eleições gerais daquele ano, 1,1 milhão de eleitores de 60 cidades em 23 estados votaram por meio da verificação biométrica.

No pleito de 2014, cerca de 21 milhões de pessoas de 764 cidades puderam utilizar a tecnologia. Em 2018, o número de eleitores com biometria já passava de 85.

No ano de 2020, aproximadamente 120 milhões de brasileiros já tinham o cadastro realizado. Porém, devido à pandemia de Covid-19, a identificação biométrica não foi exigida nas eleições daquele ano, sendo retomada apenas em 2022.

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