Ruas critica os baixos vencimentos dos servidores e defende a necessidade de reajuste salarial à categoria. "Nada explica ou justifica isso. Temos que dar tratamento digno aos servidores da segurança", salienta.
Com uma política de prevenção voltada para a segurança pública, o candidato ao governo pelo PCB, Humberto Carvalho, pretende atenuar e reduzir a criminalidade no Estado. O comunista considera que a repressão à criminalidade é necessária, embora não seja suficiente para garantir segurança à população. "É necessário trazer os excluídos para a sociedade, via trabalho digno e remuneração também digna", ressalta. As diretrizes do plano de governo do PCB para a área da segurança pública envolvem ainda a criação de um plano do governo estadual de combate a incêndios e prevenção de calamidades.
Humberto destaca que em situações de catástrofes, a população precisa recorrer à generosidade dos gaúchos e pedir roupas e materiais de construção. "É uma obrigação do Estado fazer trabalho de prevenção dessa calamidades, que deve passar da atual Defesa Civil para a Segurança", observa. Além de defender a valorização dos servidores, o PCB também pretende recompor os efetivos policiais e qualificar os servidores.
O candidato do Partido da Mobilização Nacional (PMN) ao governo do Estado, Carlos Schneider, destaca que a segurança pública precisa ser planejada sob vários aspectos e diz que nada pode ser feito de forma desconectada. "Não podemos atacar a segurança como item isolado. Precisamos ter um conjunto de ações que ataquem, além da questão da segurança, as consequências e as origens das causas dos crimes", destacou.
Para Schneider, o desemprego, o tráfico de drogas e a estrutura precária das polícias ampliam os problemas na área. "Todas essas questões são os grandes vilões da segurança pública. Onde acontece o crime, o Estado não está presente", afirmou.
Assim como a maioria dos postulantes ao Palácio Piratini, o candidato do Partido Verde, Montserrat Martins, revela preocupação com o déficit de policiais e de vagas nas prisões. No entanto, ele acredita que, além de melhorar a estrutura à disposição da Polícia e dos programas de prevenção à violência, é preciso aprofundar o debate em torno do assunto, inserir os jovens no mercado de trabalho e o Estado não mais se omitir no processo de proteção da população. "Não podemos continuar gerando uma nova geração de jovens com problemas de conduta para continuar superlotando a Fase (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul) e os presídios. Temos que parar de produzir jovens com problemas pela omissão do Estado nos programas de profissionalização", avaliou o candidato verde.
Planos preveem mais treinamento
Integrante da Brigada Militar, o candidato do PRP ao governo, Aroldo Medina, fala dos problemas da segurança pública com propriedade. O republicano defende a retomada das parcerias com as universidades para a formação dos soldados da corporação e o maior tempo de treinamento dos policiais. Medina, que ingressou na BM na década de 1980, também exige melhores salários e investimentos na formação dos policiais. "Defendo mais orçamento para as escolas de polícias gaúchas, que estão sucateadas, abandonadas", salientou. Medina critica a rapidez com que são formados os colegas de farda. "Quando entrei na BM, um soldado era formado em um ano. Hoje, o atual governo, por uma medida de economia não muito inteligente, reduz a formação de soldado de um ano para cinco meses", observou.
Candidato do PSTU ao governo, Julio Flores diz que as propostas de seu partido para a segurança pública são promover concurso público e remunerar adequadamente a Brigada Militar e a Polícia Civil. "Nosso projeto mais estratégico é reconstruir o poder aquisitivo de um setor do serviço público tão prejudicado pelo atual governo e os que o antecederam", disse. Julio ressalta ainda que, se eleito, pretende ampliar o debate com a categoria e reconstruir seu poder aquisitivo. "A BM e a PC vão estar a serviço da população, não a serviço de algumas pessoas como tem sido hoje, onde os governos têm colocado a BM para reprimir os movimentos Sem Terra e os professores", afirmou.
