Segundo as pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na noite anterior ao pleito, Wagner teria, respectivamente, 61% e 58% dos votos válidos - e, logo depois de votar, ainda durante a manhã, o governador disse que deveria ter uma "liderança mais folgada" por causa do trabalho de boca de urna da militância de seu partido. "Nossa militância é muito forte", avaliou.
Fenômeno semelhante ocorreu com Pinheiro e Lídice. Depois de passar a campanha toda pregando o "voto casado" - a tese foi seguida até hoje, quando os candidatos estiveram ao lado de Wagner, na votação do governador, e depois seguiram, em dupla, para os locais de votação de cada um -, eles tiveram votações muito próximas dos eleitores (30,86% para o petista e 29,06% para Lídice, segundo balanço divulgado às 21h).
Ao fim, conseguiram desbancar o senador César Borges (PR), que concorria à reeleição e liderou as pesquisas durante praticamente toda a campanha - às 21 horas, tinha apenas 13,03% dos votos. "Não é uma vitória dos candidatos, mas de um projeto político", avalia Lídice.Segundo Wagner, a eleição representa a conquista de uma "hegemonia" no Estado. "Sempre haverá oposição e é bom que seja assim, mas minha alegria é que a gente conseguiu uma hegemonia de pensamento", afirma. "Essa hegemonia é maior do que a simples maioria, de metade mais um. E envolve pessoas de todas as áreas, que ouvimos ao longo de nosso governo."
Segundo mandato
O governador afirmou que vai descansar nesta segunda-feira e, a partir de terça, voltará a despachar normalmente. "É uma reeleição, então daremos continuidade", informou, sem dizer se há mudanças previstas para o segundo mandato. "A partir de terça-feira, voltarei a despachar na governadoria e vamos ter três meses para avaliar possíveis alterações (no governo)."
O candidato que ficou em segundo lugar, o ex-governador Paulo Souto (DEM), com 16,39% dos votos válidos até as 21 horas, acusou o governo estadual de usar a máquina administrativa para garantir a reeleição. "Nós tivemos perdas importantes, no interior do Estado, de bases políticas que não resistiram à cooptação do governo", disse. "Em seis meses, o governo investiu, em convênios, mais do que havia investido nos três anos anteriores. Isso foi feito cirurgicamente."
