Em busca de uma vitória no segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, cumpriu agendas de campanha em Porto Alegre ontem. A poucos dias do pleito, o candidato reuniu apoiadores, lideranças políticas e militantes para uma caminhada que se estende do Largo dos Açorianos até o Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público.
Lula reafirmou ontem que vai entregar na terça-feira à Justiça Eleitoral o sigilo telefônico e bancário seu e dos cinco filhos, a seis dias do segundo turno das eleições. Antes de iniciar a caminhada pelo Centro Histórico, o candidato cobrou que o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
Militância
Lágrimas, abraços, bandeiras, música e gritaria embalam o ato que reuniu militantes no entorno dos carros ao longo de todo o comprimento do percurso, assim como nas sacadas e janelas dos prédios no Centro Histórico. Lula, que passou o percurso dançando e cumprimentando apoiadores, fez o trajeto em um carro, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva; dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro; do senador gaúcho Paulo Paim; do ex-governador da Bahia, Rui Costa; e do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles.
“Essa é a passeata dos brasileiros e brasileiras que amam a bandeira nacional e não a bandeira americana”, disse Lula, durante o percurso. “Este é o País daqueles que amam o nosso Brasil, por isso, companheiras e companheiros, é uma alegria estar aqui.”
Ao som de “ucho-ucho-ucho, o Lula é gaúcho”, o presidente relembrou a conexão com o Rio Grande do Sul. “Essa possivelmente será a maior manifestação já feita na história de Porto Alegre. Esse Estado, pela sua história pela sua tradição, não pode ser um Estado com predominância da direita. Esse Estado é um símbolo da resistência à ditadura militar.”
Apoiadores
Durante o trajeto, o presidente passou o microfone para os companheiros de trio. Genro foi o primeiro a discursar. “Porto Alegre, a Capital do orçamento participativo, agora será conhecida no mundo inteiro como a Capital da virada.”
“Companheiros e companheiras, estamos construindo a vitória, a confirmação da democracia como um espaço para a realização do ser humano e da cidadania”, disse, em seguida, Olívio. “Nós queremos a democracia no cotidiano do cidadão e da cidadã, não só na Constituição. Queremos um Brasil respeitado pelo mundo, não subordinado”, completou.
Paim também falou em apoio ao candidato. “Lula, aqui nós vamos virar, aqui tu vai ganhar. É Lula hoje e sempre. Se não fosse o Lula, não tínhamos aprovado as 40 horas”, destacou, ao citar a aprovação do fim da escala 6X1. Costa e Fonteles também discursaram. Atrás do carro de Lula, estava a majoritária do Rio Grande do Sul: a candidata ao governo do Estado, Juliana Brizola, do PDT; o candidato a vice-governador, Edegar Pretto, do PT; e os candidatos ao Senado Federal, Manuela d’Ávila, do PSol, e Paulo Pimenta, do PT.
