Eleições

Maranata aposta na experiência como empresário e prefeito de Guaíba para governar o RS

Candidato compareceu à Rádio Guaíba para apresentar suas propostas

Candidato falou  sobre suas propostas de governo na Rádio Guaíba
Candidato falou sobre suas propostas de governo na Rádio Guaíba Foto : Lu Freitas

O candidato ao governo do Rio Grande do Sul Marcelo Maranata (PSDB) acredita que suas experiências na iniciativa privada (comerciante e lojista) e na vida pública, como prefeito de Guaíba, o credenciam para governar o Estado.

"Essa experiência de lojista me fez ser o prefeito mais bem avaliado do Sul do Brasil. De levar a nossa prática de quem faz economia, de quem trabalha incansavelmente, e a cidade cresceu. Guaíba foi a cidade que mais cresceu economicamente em 2025, mesmo depois de ter passado por três enchentes. A gente pegou pandemia, vendaval, seis calamidades", ressaltou o tucano durante entrevista ao Programa Acontecendo, apresentado por Lasier Martins na Rádio Guaíba, nesta sexta-feira.

Ele citou seus feitos como prefeito e como ajudou Guaíba na economia e na captura de investimentos como a fábrica de aviões entre outras empresas como Aeromot, o Mercado Livre e a Lebs . “Nós recuperamos a cidade e fomos a cidade que cresceu 111 posições na educação. Foi uma cidade que levou o maior investimento privado do Rio Grande do Sul, a fábrica de aviões”, comentou.

Maranata também criticou a postura do governador Eduardo Leite em relação à construção de uma fábrica de celulose da CMPC, em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana. “Lamentavelmente nós temos um governador que ainda não sentou com o presidente da República para tratar desse assunto mais importante. R$ 27 bilhões, o governador do Estado tem que ter prioridade. E aí, já falando sobre isso, a minha prioridade é cuidar do desenvolvimento econômico para que a gente possa fazer um social, para a gente poder investir em educação e fazer a transformação que a gente precisa no nosso Estado e voltar a crescer.”

Economia e finanças do Estado

Para enfrentar as dificuldades fiscais do Rio Grande do Sul, o candidato propõe enxugar a máquina pública em pelo menos 30%, buscar a pacificação política com Brasília e apresentar um plano de desenvolvimento focado em novas matrizes energéticas e na industrialização. Ele também criticou a atual gestão estadual por manter recursos parados em caixa que deveriam ser usados na proteção contra enchentes.

"O próximo governador do Estado do Rio Grande do Sul vai ter que apresentar um plano de desenvolvimento e sentar com Brasília, não só para assinar o Propag, que é o novo plano de renegociação da dívida, mas também pedir para o Governo Federal mais um tempo. Porque o presidente da República veio agora há poucos dias aqui no Rio Grande do Sul e cobrou o governador que tem no caixa R$ 8 bilhões parado para proteger a Região Metropolitana e não foi gasto um centavo desse dinheiro", cobrou.

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Saúde e educação como prioridades

Para saúde, o tucano quer zerar a fila de espera, que hoje conta com cerca de 800 mil pessoas, por meio da regionalização do atendimento em sete regiões e da aplicação do mínimo constitucional no orçamento do Estado.

"O Estado do Rio Grande do Sul nunca investiu os 12%, que é o mínimo constitucional. Nós vamos investir os 12% e isso, para quem está me ouvindo, são mais R$ 2.5 bilhões aplicados na saúde para que a gente possa zerar essa fila", reforçou.

Na educação, o candidato propõe a criação de duas mil escolas "Escolas Empreendedoras" em parceria com entidades como Sebrae, Sesc e Senac. Para atrair e valorizar novos professores, ele planeja utilizar os lucros do Banrisul para criar um fundo garantidor de bolsas de estudo.

"O lucro do Banrisul, nós vamos fazer um fundo garantidor e pegar parte desse recurso para que a gente possa disponibilizar bolsas para alunos do ensino médio que vão ingressar na faculdade, que tem o sonho de ser professor, para que a gente possa estimular novos professores para virem para a rede".

Segurança pública e combate ao crime cibernético

No âmbito da segurança, o candidato demonstrou preocupação com a atuação de facções dentro do sistema prisional e com o avanço dos golpes aplicados por telefone. Ele propõe a separação rigorosa de presos que são réus primários e a criação de uma secretaria voltada ao combate de crimes cibernéticos.

" Hoje tem 55 mil apenados e as facções tomando conta dos presídios. É preciso ter uma regra que todo apenado que chega lá, que é réu primário, ele seja separado, ele não pode ir para as galerias das facções para ele ser cooptado pelo crime".

Polêmica sobre a ausência de candidatos nos debates

O tucano comentou brevemente sobre sua fala polêmica, onde acusou, em evento na quinta-feira, campanhas rivais de oferecerem barganha para ausência em debates. “Esse era um assunto interno de uma reunião que aconteceu. As minhas falas eram só para aquele grupo que estava ali, e infelizmente, de forma maldosa, vazaram e agora a direção de campanha está tomando as providências para que a gente possa fazer um manifesto”.

Ele também voltou a criticar duramente a postura de seus adversários políticos, que, segundo ele, têm evitado o confronto direto de ideias e faltado sistematicamente aos debates eleitorais. "O gaúcho não quer olhar para essa eleição. Não quer ouvir os candidatos, os caras não estão indo no debate, Lasier. Onze debates eles não foram, se combinaram para não ir no debate, porque não querem falar”, criticou.

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