"Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais", repetiu a candidata, durante conversa com os jornalistas. Marina credita seu crescimento ao fato de sempre ter procurado "debater propostas" de governo, evitando ataques aos adversários e o que classificou de "vale tudo eleitoral".
Indagada se as denúncias de quebra de sigilo fiscal na Receita Federal e cobrança de propina na Casa Civil teriam contribuído para que ela subisse nas pesquisas, Marina disse: "Eu preferia que esses escândalos não tivessem acontecido, porque não ajudam o País."
O desenvolvimento sustentável da Amazônia, segundo a candidata, estará entre as suas prioridades de governo, caso seja eleita. Ela defende a combinação de ações de infraestrutura, uso sustentável das florestas, agricultura com sustentabilidade para grandes e pequenos proprietários, respeito às populações tradicionais e valorização dos seus produtos.
Feira
Ao sair do aeroporto internacional de Belém em carreata até o centro da cidade, Marina conversou com moradores e recebeu declarações explícitas de voto. Na feira do Ver-o-Peso, tradicional ponto turístico da capital paraense, a conversa com vendedores de frutas e ervas foi descontraída.
Ela contou ter morado em Belém na década de 60, quando sua família saiu do Acre, e sempre acompanhava a mãe ao Ver-o-Peso para comprar gó, uma espécie de peixe de água doce muito consumido na região. Segundo Marina, o peixe era assado e comido com farinha pela família.
