A governadora Yeda Crusius decidiu manter a posição de não se afastar do cargo para enfrentar o processo eleitoral de outubro, mesmo após o anúncio de que o vice-governador vai concorrer a uma das vagas na Assembleia Legislativa do Estado, ocorrido na convenção do DEM na última sexta-feira. Por meio da assessoria de imprensa, o vice-governador explicou que a legislação lhe permite ficar no cargo. Já o entendimento sobre a possibilidade de ele assumir o Piratini, na hipótese de a governadora se afastar, não é claro. Segundo o Assessor-Chefe da Corregedoria do Tribunal Eleitoral (TRE), Josemar Riesgo, é preciso uma consulta caso a hipótese se concretize.
O vice-governador, ainda por meio da assessoria, avisou que não fala sobre a candidatura, entendendo que a lei eleitoral proíbe a manifestação política antes do dia 6 de julho. O TRE esclarece que noticiar as candidaturas não fere o processo e que a única meta da proibição é impedir a propaganda antecipada. O presidente do DEM no Rio Grande do Sul, deputado federal Onix Lorenzoni, confirmou, no início da tarde, que Feijó é postulante a uma vaga no Palácio Farroupilha e já tem até número escolhido.
Com Feijó candidato, se a governadora decidir deixar o cargo e dedicar-se exclusivamente à reeleição, fica com o Presidente da Assembleia a incumbência de assumir o Executivo. Como o deputado Giovani Cherini (PDT) é candidato a deputado federal, a condução do Estado pode ficar, nesse caso, com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Leo Lima.
Mesmo com Feijó candidato, Yeda vai se manter no cargo
Vice-governador vai concorrer a uma vaga de deputado estadual pelo DEM
