Eleições

Na véspera das eleições, Dilma evita falar em 2º turno

Candidata do PT participou de carreata com Lula em São Bernardo do Campo

Candidata do PT participou de carreata com Lula em São Bernardo do Campo
Candidata do PT participou de carreata com Lula em São Bernardo do Campo Foto : Mauricio Lima / AFP / CP
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou neste sábado que a pior parte desta campanha foram "as mentiras sorrateiras que saíram do baixo mundo da política, de quem não tem coragem de sair a público". Ela concedeu uma breve entrevista nesta manhã, véspera das eleições, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, de onde saiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma carreata pelas ruas centrais da cidade.

Dilma evitou falar em um eventual segundo turno com o candidato tucano José Serra e não cedeu nem mesmo ao ser indagada qual seria a sua estratégia caso as eleições não sejam decididas domingo. "Não vou decidir segundo turno e nem o primeiro. É prudente aguardar", afirmou.

A candidata pregou durante toda a entrevista a continuidade do governo Lula. Citou várias realizações do presidente, como o Bolsa-Família, o programa Luz para Todos, o aumento no número de empregos, relacionando-as com as viagens que fez durante sua campanha.

Dilma pediu que o eleitor, ao votar no domingo, decida-se por "continuar a trajetória de mudança" ou pelo retorno "do período de estagnação, desemprego e paralisia", numa referência ao governo anterior de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do partido do seu adversário José Serra.

A candidata do PT afirmou ainda que o Brasil tem chances de ser uma das maiores economias do planeta e que este objetivo só será atingido se o trabalho do presidente Lula continuar. Ela voltou a prometer que irá erradicar a miséria no País e dar uma renda de classe média para todos os brasileiros.

Por fim, Dilma agradeceu a imprensa, disse que prefere "mil vezes as vozes críticas ao silêncio da ditadura". Ela considerou o encerramento da campanha em São Bernardo do Campo como simbólico.

No ABC paulista, o presidente Lula tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, nas décadas de 70 e 80. O local, durante a greve dos 41 dias em 1980, serviu como sede do sindicato à intervenção do governo federal que considerou o movimento ilegal. O presidente Lula não quis falar com a imprensa.

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