No pleito realizado ontem, o partido não elegeu o candidato a governador (José Fogaça) e a senador (Germano Rigotto), além de perder uma cadeira na Assembleia Legislativa (passando de nove para oito) e uma na Câmara dos Deputados (de cinco para quatro). Segundo o peemedebista, a renovação da diretoria, que acontece na convenção do dia 15 de novembro, e dos próximos candidatos são duas questões que caminham juntas.
“Não podemos apagar a memória do partido, alterando todo o quadro, mas também precisamos trazer novos nomes, dispostos a carregar nossa bandeira”, afirmou. Padilha negou, entretanto, que o anúncio da renúncia de Simon, feito ontem, fosse alguma surpresa. Segundo ele, o ex-senador já havia decidido isso antes das eleições. O deputado federal defendeu que o partido precisa de candidatos fortes para as eleições de 2014.
Por fim, Padilha negou que sua derrota na releição à Câmara tenha sido uma abertura de espaço para seu afilhado político, Alceu Moreira. Segundo o peemedebista, ele havia inicialmente decidido que não se candidataria novamente.
No curso do processo, Padilha contou ter sido convencido pela legenda a se candidatar à reeleição, mas não quis ocupar seu capital político para tirar espaços de Moreira. “Eu preferi seguir com a coerência dos meus compromissos. Não vejo perdas para o partido, o Alceu é um nome qualificado”, defendeu.
