Eleições

Padilha defende renovação no PMDB estadual

Secretário geral do partido no Estado avaliou resultado das eleições

O secretário-geral do PMDB no Rio Grande do Sul e deputado federal Eliseu Padilha avaliou, em entrevista ao Programa Guaíba Revista, o desempenho da legenda no Estado nessas eleições e como deve ser o processo de sucessão de Pedro Simon à frente do partido. Padilha admitiu que o PMDB passa por uma fase ruim no Estado, mesmo enfatizando que é a maior legenda do Rio Grande do Sul.

No pleito realizado ontem, o partido não elegeu o candidato a governador (José Fogaça) e a senador (Germano Rigotto), além de perder uma cadeira na Assembleia Legislativa (passando de nove para oito) e uma na Câmara dos Deputados (de cinco para quatro). Segundo o peemedebista, a renovação da diretoria, que acontece na convenção do dia 15 de novembro, e dos próximos candidatos são duas questões que caminham juntas.

“Não podemos apagar a memória do partido, alterando todo o quadro, mas também precisamos trazer novos nomes, dispostos a carregar nossa bandeira”, afirmou. Padilha negou, entretanto, que o anúncio da renúncia de Simon, feito ontem, fosse alguma surpresa. Segundo ele, o ex-senador já havia decidido isso antes das eleições. O deputado federal defendeu que o partido precisa de candidatos fortes para as eleições de 2014.

Por fim, Padilha negou que sua derrota na releição à Câmara tenha sido uma abertura de espaço para seu afilhado político, Alceu Moreira. Segundo o peemedebista, ele havia inicialmente decidido que não se candidataria novamente.

No curso do processo, Padilha contou ter sido convencido pela legenda a se candidatar à reeleição, mas não quis ocupar seu capital político para tirar espaços de Moreira. “Eu preferi seguir com a coerência dos meus compromissos. Não vejo perdas para o partido, o Alceu é um nome qualificado”, defendeu.

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