A 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais, os candidatos ao Palácio do Planalto somam o apoio de partidos e agentes políticos que até o primeiro turno eram adversários na disputa. Flávio Bolsonaro, que concorreu sozinho pelo PL e demorou para definir o vice Alfredo Gaspar justamente porque não conseguia aglutinar outras legendas em torno de seu nome, é o que mais tem recebido reforços na campanha. Até ontem, Republicanos, Novo, União Brasil, PP, Podemos e MDB – em 17 Estados – anunciaram o posicionamento à direita. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição e teve em sua chapa PCdoB, PV – que integram a Federação Brasil da Esperança –, o PSB do vice Geraldo Alckmin, PDT e Federação PSol Rede, agora conta com os militantes do PSTU e PCB.
Ontem, em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio agradeceu deputados, senadores, prefeitos, vereadores, governadores, eleitos e não eleitos, do Podemos. Ao lado da presidente do Podemos, Renata Abreu, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dentre outros, disse: “Sempre acreditei que o Brasil pode sair desse mar de lama, de desesperança e o único caminho da mudança é pela política.”
O MDB fechou apoio de ao menos 17 diretórios estaduais à candidatura de Flávio. A decisão foi tomada ontem, em uma reunião com Tarcísio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente da sigla, Baleia Rossi. O anúncio oficial será feito na terça-feira, dia 13, no escritório da campanha de Tarcísio. Além de São Paulo, estarão com Flávio os diretórios emedebistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros. O MDB chegou a ocupar três ministérios de Lula: Planejamento, com Simone Tebet; Transportes, com Renan Filho; e Cidades, com Jader Filho.
Os partidos de esquerda PSTU e PCB declararam apoio à candidatura de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Em publicação no Instagram, os perfis do PSTU e do candidato derrotado do partido na corrida presidencial, Hertz Dias, disseram que, contra a volta da família Bolsonaro ao poder, farão “voto crítico no 13” (em referência ao número do PT), mas “nenhum apoio” ao governo Lula.
O PCB foi na mesma linha. Em publicação nas redes sociais, o candidato derrotado Edmilson Costa, frisou que a prioridade é preservar liberdades democráticas, impedindo a volta da extrema-direita.
O PSDB decidiu não declarar apoio formal a nenhum dos candidatos à Presidência no segundo turno das eleições e liberou seus integrantes para se manifestarem de acordo com a posição que considerarem mais adequada. A definição foi anunciada ontem pelo presidente nacional da legenda, Aécio Neves.
