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Especial: Paulo Pimenta quer ser a força no Senado pelo RS

Candidato do PT aposta em sua experiência como ministro da Reconstrução

Paulo Pimenta defende a prorrogação do Funrigs, mas com novas regras
Paulo Pimenta defende a prorrogação do Funrigs, mas com novas regras Foto : Alina Souza

Com seis mandatos de deputado federal, Paulo Pimenta (PT) chega à disputa ao Senado com o trabalho à frente do Ministério da Reconstrução, após as enchentes no RS, na bagagem. Em seu período à frente da pasta, coordenou distribuição de recursos e, principalmente, mobilização e organização de ações de resposta. Inclusive, é essa experiência que o leva a criticar, por exemplo, a forma de utilização dos recursos do Funrigs nas obras de recuperação do Estado. “Eu sou favorável à prorrogação do Funrigs, mas com novas regras e definindo de forma mais objetiva a sua finalidade”, enfatizou.

Ao obter a chancela do partido, Pimenta diz ainda ter o desafio de dar continuidade ao legado do senador Paulo Paim – que desistiu de concorrer –, de quem herdou o número de urna. O candidato ainda defende a criação do Ministério da Segurança Pública, a valorização previdenciária de policiais e a integração no combate às fraudes e lavagem de dinheiro. Diante da crescente crise no Supremo Tribunal Federal, afirma que é preciso limitar o tempo de permanência na Suprema Corte, além de ampliar a transparência nas investigações.

Pimenta é o sexto entrevistado da série especial que o Correio do Povo realiza com os candidatos ao Senado.

Veja o especial com oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul

As próximas serão publicadas nos dias 22, com Renato Jaguarão (Cidadania), e 23, com Ubiratan Sanderson (PL). Já foram entrevistados Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d’Ávila (PSol), Marcel van Hattem (Novo) e Milton Cardoso (PSDB).

Principais Trechos

Sobre o foco e o papel do senador: “Um senador é uma espécie de advogado das causas do nosso Estado em Brasília. É para isso que eu me preparei e é neste sentido que eu espero levar a força do povo gaúcho para o Senado.”

Sobre a decisão da sua candidatura: “Acho que, primeiro lugar, a gente tem que olhar para a eleição a partir do Brasil. E o presidente Lula, ele trabalhou muito para a composição de uma frente ampla em cada estado para garantir que a gente tivesse só um nome concorrendo como representação dessa frente. Então, essa composição que a gente fez aqui de oito partidos é muito importante para o presidente Lula e é uma aliança que nos torna muito competitivos.”

Sobre a prorrogação e uso do Funrigs e recursos da reconstrução: “Eu sou favorável à prorrogação do Funrigs, mas com novas regras e definindo de forma mais objetiva a sua finalidade. A maioria esmagadora da população não concordaria em pegar R$ 2 bilhões da reconstrução e colocar num polo de pedágio. O dinheiro deve ir para obras estratégicas, desassoreamento e infraestrutura, como a duplicação da ERS-118, de Viamão até a Freeway, e a estruturação do Aeroporto de Torres como alternativa.”

Sobre o combate à desinformação e fake news: “Nós vivemos uma época onde as fake news ganharam muita relevância nas redes sociais e há um processo constante de desconstrução. Precisamos mostrar o que foi efetivamente feito pelo governo federal, como as mais de 13 mil casas entregues pelo Compra Assistida e os auxílios às famílias e empresas. (...) A gente gosta quando há uma comparação do governo do Lula com o governo Bolsonaro, em todas as áreas, porque a gente tem condição de demonstrar que o RS recebeu muito mais recursos para saúde, para educação, para infraestrutura.”

Sobre a crise de atendimento na saúde na Região Metropolitana: “Nós temos 800 mil pessoas nas filas por exames, procedimentos e cirurgias. Precisamos capacitar os hospitais regionais para terem mais resolutividade e construir um hospital regional 100% SUS na Região Metropolitana, em um ponto intermediário próximo à Freeway, para atender Alvorada, Viamão, Cachoeirinha e Gravataí e desonerar Porto Alegre.”

Sobre mudanças e mandatos no Supremo Tribunal Federal (STF): “Eu defendo mandatos de 12 anos para ministros do STF. Não é razoável uma pessoa ficar 35 ou 40 anos no Supremo. Além disso, é preciso criar um cordão sanitário para proibir que parentes e filhos de ministros advoguem ou tenham contratos com partes investigadas. (...) Defendo tirar o sigilo de todos os inquéritos. Se as investigações concluírem que ministros do STF ou parlamentares cometeram crimes, eles têm que responder por esses crimes. Não podemos ter dois pesos e duas medidas.”

Sobre a pauta prioritária da segurança pública no Senado: “Nós temos um tema hoje muito importante e que temos que concluir que é a tramitação da PEC da Segurança Pública. Quem não tratar do tema da segurança pública hoje não está dialogando com a sociedade. Esse é um tema que, entra governo, sai governo, e a situação do Brasil tem só se agravado. Então, defendo a aprovação da PEC da Segurança, defendo a criação do Ministério da Segurança, defendo uma política de valorização dos policiais, dos agentes que atuam na área da segurança pública e, para isso, é fundamental também as questões de natureza previdenciária.”

Veja a entrevista na íntegra:

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