O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou nesta quinta-feira, 8, que a manifestação favorável à desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) da corrida pelo governo do Rio de Janeiro foi "elaborada integral e exclusivamente por membros da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) sem qualquer participação, contribuição ou auxílio de terceiros".
A declaração foi feita após o Estadão mostrar que o parecer de Espinosa tem, na condição de "autor" do documento — em seus dados de origem —, o nome do advogado do próprio candidato. A informação sobre a autoria do documento consta nos metadados do parecer anexado pelo procurador ao sistema da Justiça Eleitoral, às 14h06 da tarde da última terça-feira, 6.
Espinosa disse que a equipe técnica da PGE identificou uma falha no editor de textos utilizado pelo órgão. "Ao elaborar o relatório da minuta do parecer, ele transcreveu um trecho da petição do advogado, até para se manifestar, mesmo porque o recurso em análise era do Anthony Garotinho, e isso importou os metadados do PDF do advogado", afirmou.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, também nesta quinta-feira, por 5 a 2, rejeitar a candidatura de Garotinho e anular os votos recebidos por ele no último domingo (4).
Com a anulação, Douglas Ruas (PL) deve vencer a eleição no primeiro turno. A retotalização dos votos cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Venceu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, que foi seguido pela ministra Estela Aranha e pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis defenderam a manutenção dos votos de Garotinho.
Sem os votos do ex-governador, Ruas chega a 50,9% dos votos válidos, percentual suficiente para vencer a disputa pelo governo do Rio no primeiro turno. No domingo, ele havia obtido 49,27%, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD). Garotinho teve 274.411 votos (3,17%).
