O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu neste domingo, a retenção de ônibus a empresários que determinaram a retirada de adesivos eleitorais dos veículos. Em entrevista coletiva, negou orientação da prefeitura para reduzir a circulação e afirmou que a operação foi normalizada até as 10h.
“Os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada destes adesivos levou a um atraso da operação”, declarou. Segundo Bruno, diante da demora, a prefeitura determinou a liberação dos coletivos mesmo com a propaganda eleitoral e ampliou a frota entre o fim da manhã e o início da tarde.
O prefeito sustentou que a oferta passou a superar a de eleições anteriores, inclusive o primeiro turno deste ano. “Nós determinamos inclusive que a frota fosse ampliada. O secretário é um quadro técnico, não tem qualquer vinculação política. E não houve por parte da prefeitura qualquer organização para que a frota não fosse oferecida”, afirmou.
A versão de normalização às 10h contrasta com as denúncias que fundamentaram as decisões do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Em petição, a federação que apoia Lula relatou que, às 11h05, ônibus permaneciam nas garagens. Às 13h15, foi decretada a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, que está em Paris cumprindo agenda oficial com a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil).
Bruno classificou o pedido de prisão como “desarrazoável” e afirmou que a gestão adotou providências assim que identificou os problemas e acusou adversários de explorar politicamente o episódio.
