Eleições

PT vai à polícia para se preservar de responsabilidade por tumultos

Partido registrou ocorrência informando sobre possível infiltração de falsos militantes

O Diretório do PT em São Paulo fez nesta terça, na Polícia Civil, boletim de ocorrência de preservação de direitos para tentar evitar que o partido seja responsabilizado por eventuais tumultos em atos de campanha do PSDB nesta semana, a última da campanha eleitoral para a Presidência da República.

Segundo o presidente do PT paulista, deputado estadual eleito Edinho Silva, a decisão foi tomada após militantes e a filósofa Marilena Chauí denunciarem, desde ontem, possíveis articulações para ligar a campanha de Dilma Rousseff (PT) a um tumulto nos últimos eventos de José Serra (PSDB). Um conflito, segundo essas supostas denúncias, ocorreria durante a caminhada prevista para sexta-feira, 29, em São Paulo."Nós recebemos denúncias de que iriam infiltrar falsos militantes petistas na caminhada de Serra na sexta-feiram, e a primeira coisa que fizemos foi registrar um boletim de ocorrência para denunciar e evitar que nenhum acontecimento seja utilizado na disputa eleitoral", disse Edinho.

Ainda segundo ele, uma caminhada com lideranças petistas de São Paulo, prevista para as 11h da próxima sexta, nas ruas centrais da capital paulista, foi transferida para as 16h "para evitar qualquer tipo de problema". Edinho afirmou que toda a militância do PT foi orientada a evitar qualquer tipo de confronto e de provocação dos adversários. Para exemplificar o que classificou de "provocação", o petista lembrou da carreata tucana que se encontrou com a do PT em Diadema no último sábado. "A carreata veio por cima da nossa atividade e os próprios militantes tiveram de fazer um cordão de isolamento para evitar o confronto", afirmou.

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