Faltando 10 dias para as eleições, as campanhas vão ficando cada vez mais intensas, seja nas ações de rua, com contato direto entre candidato e eleitor, seja através das redes sociais, que tem ganhado cada vez mais espaço na corrida eleitoral. As estratégias de cada candidatura costumam seguir caminhos diferentes. Alguns acabam optando pela apresentação da trajetória e das propostas dos candidatos, enquanto outros acabam sendo combativos com adversários na disputa pelos cargos.
No campo das redes sociais, o cenário de confrontos entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul é bem explícito.
Ao acessar os perfis de Gabriel Souza (MDB), é possível notar a estratégia de apresentar o atual vice-governador como candidato de um projeto de continuidade, mas com confrontos e provocações a Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), ainda que o embate seja mais frequente com a pedetista. “Para nós, o voto do Zucco parece ser mais dele do que o voto da Juliana é propriamente dela. Uma parcela maior do eleitorado da Juliana é 13 (PT), não 12 (PDT). Então, tem um espaço maior nesse campo”, comenta Rafa Bandeira, coordenador da parte digital da campanha de Gabriel.
Para Bandeira, ainda há um percentual dos eleitores de Zucco que também não está consolidado. “Há uma zona cinzenta relevante do eleitorado de centro-direita e anti-PT que olha com bastante simpatia para o Gabriel. E é justamente aí que pode estar uma parte importante da disputa nesta reta final”, completou.
O perfil de Juliana Brizola está focando na divulgação da candidata e das propostas, com críticas raras e sempre direcionadas à relação de Zucco com Flávio Bolsonaro (PL). Thiago Brum, marqueteiro da campanha da pedetista, indicou que a escolha por uma estratégia menos combativa veio da própria candidata. “Vem do estilo dela”, comentou.
De acordo com Brum, a estratégia de fugir da polarização tem rendido resultados promissores. “Temos metade do tempo de propaganda eleitoral que o Zucco, menos seguidores, com menos verba investida que a campanha do Gabriel, mas nosso alcance nas redes é maior”, indicou.
Os materiais publicados por Luciano Zucco focam em Juliana Brizola, fazendo o possível para chamar a atenção para a relação da candidata com o presidente Lula (PT). Para a estrategista digital da campanha de Zucco, a marqueteira Karin Rowell, o grande desafio foi tornar Zucco uma figura conhecida, mas que esses embates também permeiam a estratégia da campanha.
“Nós buscamos entender o perfil do eleitor, tentando buscá-lo. Com Gabriel e Maranata, existe uma certa aproximação ideológica em alguns pontos. A Juliana tenta se colocar como uma opção de centro, escondendo as alianças e o alinhamento com Lula. Vamos mostrar isso”, indicou a estrategista da campanha.
Zeca Honorato, marqueteiro da campanha de Marcelo Maranata (PSDB), o momento da campanha, seja nas ruas ou na redes, é de combate ao voto útil. "A fase que nos encontramos é essa. Todo mundo deve fazer isso, porque se não induz o eleitor a achar que só tem duas escolhas possíveis, o que não é verdade”, apontou o marqueiteiro tucano.
Honorato também comenta que não houve mudanças de abordagem com nos perfis de Maranata em relação aos outro candidatos.
