Ao ser indagado sobre o motivo de ele não comentar pesquisas eleitorais após ter sido ultrapassado por Dilma, Serra chamou o repórter de "desmemoriado" e afirmou que nunca comentou pesquisas. Serra evita falar sobre números, mas em maio, quando a pesquisa CNT Sensus trouxe o empate entre ele e a candidata do PT, Serra disse, em entrevista à emissora Verdes Mares, do Ceará, que esteve praticamente na frente sempre e que à época havia o empate. "Mas logo vai desempatar, a coisa vai andar", afirmou o tucano à época.
Durante o discurso para militantes, Serra citou várias realizações de quando governou São Paulo e ainda do período em que foi ministro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, para atacar Dilma. Segundo ele, durante o período em que governou São Paulo, a favela de Heliópolis foi transformada em bairro e Dilma teria utilizado a infraestrutura lá implantada no programa eleitoral dela. "A imprensa vai dizer que eu ataquei a Dilma e disse que ela não fez nada lá. Isso não é uma opinião, é um fato", afirmou.
Ainda em pronunciamento, o candidato tucano afirmou que como ministro da Saúde triplicou a distribuição gratuita de remédio. "Já Dilma não distribuiu uma aspirina", afirmou. Serra defendeu ainda o sistema de concessão das rodovias paulistas e criticou o modelo federal. "As estradas federais continuam esburacadas."Por fim, Serra voltou a criticar o governo federal na tentativa de intimidar e censurar a imprensa e ainda na política externa. Sem citar o Irã, Serra disse "que o PSDB não faz alianças com ditaduras que apedrejam mulheres", numa suposta referência ao governo iraniano que condenou Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, à morte por apedrejamento.
