O advogado da ex-servidora do Tribunal de Justiça do Estado Simone Nejar afirmou, hoje, que vai processar, por crime eleitoral, o Procurador Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul Carlos Cazarré. De acordo com Luiz Barbosa, ao questionar a candidatura de Simone, demitida "a bem do serviço público", Cazarré desrespeitou o efeito suspensivo que anulou temporariamente a exoneração, até que a tramitação se encerre.
A assessoria de imprensa do Ministério Público Eleitoral (MPE) informou que o procurador Carlos Cazarré não vai comentar o assunto e que ele agiu conforme prevê a legislação.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), que negou a candidatura da ex-funcionária por unanimidade, atendendo o parecer do MPE, rechaçou as acusações contra o procurador. Já o advogado Luiz Barbosa acrescentou que vai entrar com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reverter a impugnação e alegar arguição por inelegibilidade temerária contra o procurador regional, cuja pena pode ser de detenção de até dois anos, mais multa.
O TRE julgou hoje 101 candidaturas e indeferiu cinco delas, incluindo a de Simone, elevando para 19 o número de registros rejeitados. Para esta quarta-feira, foram pautados mais 102 processos referentes a registros de candidatura.
Servidora demitida e impedida de disputar eleições no RS quer processar procurador
Simone Nejar constava na lista dos que tiveram registro impugnado pelo MPE gaúcho
