O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) realizou, no início da tarde deste sábado, a cerimônia de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização (SisTot), procedimento que comprova a inexistência de votos registrados no sistema antes do recebimento dos resultados das urnas eletrônicas. A solenidade integra as medidas de fiscalização e transparência do segundo turno das Eleições, que ocorre neste domingo.
O vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-RS, desembargador Antônio Maria de Freitas Iserhard, destacou que a cerimônia permite demonstrar à sociedade que o sistema está preparado para receber os resultados sem registros anteriores. “A zerésima demonstra que amanhã, a partir das 17h, quando nós tivermos todos os boletins de urnas de todo o Estado do Rio Grande do Sul, poderemos confiar, pela transparência, que não haverá nenhum voto totalizado, nenhum dado registrado”, afirmou.
A emissão da zerésima é prevista em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é acompanhada por representantes de partidos políticos, federações, coligações, autoridades, observadores e entidades fiscalizadoras.
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TRE-RS prevê redução das filas no segundo turno
Iserhard também avaliou que a votação deste domingo deve ter menos filas do que no primeiro turno. No dia 4 de outubro, os eleitores precisaram escolher candidatos para cinco cargos, incluindo duas vagas ao Senado. Agora, com a disputa concentrada na Presidência da República no Rio Grande do Sul - com exceção de Arroio do Sal, onde também há eleição municipal -, a expectativa é de que o tempo de votação diminua. “Seguramente vamos reduzir drasticamente essas filas”, afirmou.
O magistrado atribuiu parte da demora no primeiro turno ao número de candidatos e ao tempo necessário para digitar os números na urna. Também mencionou eleitores que não levaram a chamada “colinha” com os números dos candidatos e pessoas com dificuldade para votar.
Apesar da expectativa de redução, o desembargador afirmou que a Justiça Eleitoral deve aproveitar a experiência do primeiro turno para identificar seções que possam concentrar mais eleitores do que o esperado. Entre as possibilidades, citou a reorganização ou divisão de seções, desde que a mudança seja divulgada com antecedência para evitar transtornos. O objetivo, segundo ele, é garantir uma votação tranquila e assegurar que os eleitores possam exercer o direito ao voto.
O desembargador também ressaltou que o TRE-RS realizou, na manhã deste sábado, o sorteio das urnas que serão auditadas. Ao todo, 35 urnas foram selecionadas: 24 passarão pelo teste de integridade tradicional, três pelo teste de integridade com biometria e oito pelo teste de autenticidade dos sistemas eleitorais. As auditorias verificam o funcionamento dos equipamentos e a autenticidade dos sistemas utilizados na votação.
Ele também citou o trabalho da Justiça Eleitoral para coibir propagandas com informações falsas e conteúdos manipulados, como deepfakes. Segundo o magistrado, a instituição não atua em favor de partidos ou candidatos, mas para garantir a normalidade e a legitimidade do pleito. “A Justiça Eleitoral, costumo dizer, ela não tem partido. O partido da Justiça é a própria normalidade da eleição”, completou.
