Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) apresente provas de que cumpriu as determinações da Corte sobre a distribuição de conteúdo político e a veiculação de anúncios eleitorais no segundo turno das eleições de 2026. A decisão foi proferida neste domingo, 18, pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e prevê o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.
Desde a semana passada, a Coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Lula, acusa a Meta de uma série de condutas.
A campanha afirma que as ações da empresa estariam violando a paridade de armas entre os candidatos. A ação cita um vídeo de Lula no Instagram (7 de outubro) que exibia mais curtidas do que visualizações.
A coligação afirma ainda que testes realizados em 13 de outubro com a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial generativa do WhatsApp, demonstram recusa em gerar imagens relativas a Lula. No entanto, ela realiza peças de propaganda favoráveis a Flávio Bolsonaro.
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Meta nega favorecimento e cita incidente técnico
Na terça-feira passada, a empresa negou a acusação feita pela petista de que as plataformas beneficiaram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Uma denúncia da chapa do petista junto à Justiça Eleitoral atribuiu à companhia a suposta redução do alcance de publicações de seus apoiadores.
"A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados", diz a empresa em ofício enviado ao ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O magistrado havia solicitado esclarecimentos após a acusação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A Meta, contudo, reconheceu "incidente técnico de alcance global" que teria bloqueado a contabilização de visualizações de posts no dia 7 de outubro, de 1h50 às 19h49.
Essa falha, ainda de acordo com a empresa, ocorreu em todo o mundo e não se limitou a conteúdo político, por isso não poderia se tratar de ação direcionada contra Lula.
*Com informações do Estadão COnteúdo e da AFP
