Na visita que fez à Bahia, Índio, acompanhado pelo deputado ACM Neto (DEM), o mais votado na eleição, com 328.450 votos, fez caminhada de cerca de uma hora pelo bairro popular de Pernambués – local em que houve forte concentração de votos para o parlamentar – e passeou pelo Mercado Modelo, um dos principais destinos turísticos de Salvador. No local, tirou fotos com populares, ouviu conselhos, arriscou passos de capoeira – chegou a fazer o movimento conhecido como estrela – e participou de uma rápida reunião com pastores de Igrejas Batistas, na qual criticou o que chama de "excessos" do Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). "O PNDH-3 ameaça a liberdade religiosa e a liberdade de imprensa, e garanto que com a gente não haverá nenhum tipo restrição religiosa ou à imprensa", afirmou. "Se já há tanta corrupção no Brasil com imprensa livre, imagine sem (imprensa livre)."
Durante o passeio, o candidato voltou a enumerar algumas das principais promessas de Serra, como o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o pagamento de 13º para beneficiários do Bolsa-Família. Também aproveitou para cortejar lideranças políticas do PMDB baiano ainda descontentes com o apoio explícito dado pela candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, ao governador reeleito Jaques Wagner, em detrimento à candidatura do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), também integrante da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Quero deixar um recado claro para o governador da Bahia e para todos os prefeitos do PT, do PMDB e dos outros partidos que apoiam Dilma: nós vamos tratá-los com o mesmo carinho e a mesma atenção que vamos dar a prefeituras e governos do PSDB, do Democratas e do PPS", afirmou. "O que está em jogo não é a relação política, mas a população brasileira, que merece respeito e vai ter da gente toda dedicação e trabalho."De Salvador, Indio seguiu para Belo Horizonte, onde participa de evento de campanha do PSDB, promovido pelo senador eleito Aécio Neves.
Indio da Costa cancela evento com Weslian Roriz
Aliada à campanha presidencial de José Serra (PSDB), Weslian Roriz (PSC), candidata ao governo do Distrito Federal (DF), inauguraria na noite desta quinta-feira o primeiro comitê suprapartidário, em Ceilândia, cidade satélite de Brasília. Mas o representante da campanha tucana, o candidato a vice, Indio da Costa (DEM-RJ), não participará mais do programa. Ele cancelou a ida a Brasília para acompanhar Serra em Belo Horizonte.
Serra não fez um comício sequer ao lado de Joaquim Roriz, no primeiro turno, apesar de a aliada de Roriz estar em torno do PSDB e DEM. Como o ex-governador passou a maior parte da campanha no limbo da Justiça, barrado pela Lei da Ficha Limpa e aguardando o julgamento de seus recursos, a campanha tucana escolheu não aliar a imagem de Serra ao candidato ficha suja.
Com a troca de candidato - de Roriz pela esposa - e a ida de Weslian para o segundo turno, as relações com a campanha tucana melhoraram. Na semana passada, Weslian e Serra se encontraram durante reunião de aliados e candidatos eleitos, em Brasília, quando chegaram a posar abraçados para fotos.
A candidata derrotada ao Senado Maria de Lourdes Abadia (PSDB) também passou a ser coordenadora da campanha tucana no DF. No primeiro turno, Serra foi o terceiro colocado entre os eleitores do DF, obteve 24,3% dos votos válidos, contra 31,7% de Dilma Rousseff (PT) e 41,9% de Marina Silva (PV).
