• Leia mais sobre as denúncias envolvendo o ministro do Esporte
"Considero que os últimos acontecimentos referentes à crise no referido ministério esvaziaram o propósito de meu comparecimento perante esta ilustre comissão. Desde o início, coloquei-me à disposição para expor detalhes do esquema do qual fui, juntamente com a população brasileira, uma vítima", diz João Dias Ferreira. Ele afirma ter entregue às autoridades competentes elementos suficientes para demonstrar a veracidade de suas denúncias e afirma que novas provas e evidências de fraudes em convênios divulgadas pela imprensa comprovam seu relato.
A carta enviada à comissão é diferente de uma nota enviada à imprensa por um dos advogados do policial militar. Na versão distribuída por e-mail a alguns jornalistas, a definição de João Dias Ferreira como "vítima" foi suprimida. O policial é acusado de fraudes em dois convênios de ONGs que comanda com o Ministério. A pasta cobra dele o ressarcimento de cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos.
Orlando Silva deve entregar o cargo
Depois da reunião da cúpula do PC do B com a presidente Dilma Rousseff, no final desta tarde, Orlando Silva deve entregar seu cargo. O Palácio do Planalto avalia a possibilidade de colocar um interino no cargo até a reforma ministerial, que deve acontecer no início de 2012, mas o PC do B não quer que isso aconteça e pretende indicar logo um substituto. Durante a manha, a bancada da sigla esteve reunida discutindo a situação do ministro.
Denúncias de policial deram início à crise na pasta
O policial acusou o ministro de receber recursos desviados de convênios firmados dentro do programa Segundo Tempo. João Dias é acusado de desvios nos convênios e o ministério cobra ressarcimento de cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos. Segundo ele disse à revista Veja, Orlando Silva chegou a receber dinheiro na garagem do ministério do Esporte. Nessa terça-feira, o STF abriu inquérito para investigar as denúncias.