A acusação mais grave é da revista IstoÉ. Segundo a publicação, quando assumiu interinamente o ministério no ano passado, Paulo Sérgio Passos teria liberado R$ 78 milhões em créditos suplementares para três grandes obras. A liberação desses empreendimentos está na lista de irregularidades graves apontadas pelo Tribinual de Contas da União (TCU). Ainda segundo a revista, as empreeiteiras beneficiadas teriam doado dinheiro para campanhas eleitorais de candidatos do PR.
Segundo o ministro, o TCU autorizou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a dar prosseguimento às obras. Os recursos contemplaram trechos de rodovias federais no Amazonas, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
O ministro informou ainda que o repasse ocorreu porque os recursos eram indispensáveis para a realização das obras. Passos ressaltou que as verbas não estavam apontadas no contrato de duplicação das rodovias e, conforme ele, eram necessárias para a conclusão das pistas e para garantir a segurança dos usuários.