De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência, Dilma disse ainda que, durante o segundo mandato do presidente americano, os dois países terão oportunidade de ampliar suas relações, especialmente nas áreas comercial e de investimentos, e que esperava voltar a reencontrá-lo em breve.
Obama agradeceu o telefonema e disse que nesse momento está empenhado em resolver problemas do orçamento norte-americano, que está sendo negociado no Congresso, mas também tem a expectativa de reencontrar a presidente brasileira "assim que possível". Obama, que se declarou "muito feliz" com a chamada, afirmou que "valoriza bastante a amizade e a parceria" com Dilma e "tem muito apreço" pelo povo brasileiro. O presidente americano concordou que existe muito potencial na relação entre os dois países e na possibilidade de expansão de investimentos e comércio e que gostaria de fortalecer as relações com o Brasil nesse segundo mandato.
O telefonema foi feito do Palácio do Alvorada, enquanto a presidente almoçava com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
A intenção era ter feito o telefonema na quarta-feira, mas a Casa Branca informou que Obama não estava ainda recebendo cumprimentos por ser o primeiro dia depois da eleição. Os telefonemas dos chefes de Estado foram marcados para esta quinta-feira, em horários predeterminados.
Barack Obama foi reeleito na última terça-feira com 303 votos dos 538 nos principais colégios eleitorais. Com o lema de campanha "Four More Years!" (Mais Quatro Anos!), Obama venceu uma disputa apertada, com o concorrente republicano Mitt Romney, em uma campanha política considerada a mais cara dos Estados Unidos.
Para pesquisadores brasileiros, Obama deve manter a política externa do país em relação ao Brasil e ao restante da América Latina. Os desafios nos próximos quatro anos concentram-se na busca pelo equilíbrio e por avanços econômicos, assim como a consolidação de ações na área social. O ponto de tensão deve ser o Oriente Médio, avaliam os pesquisadores.