Política

Em depoimento na CPI, Graça Foster defende sua gestão à frente da Petrobras

Essa é a quinta vez que a ex-presidente da estatal comparece ao Parlamento para tratar de irregularidades

Essa é a quinta vez que Graça Foster comparece ao Parlamento
Essa é a quinta vez que Graça Foster comparece ao Parlamento Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP
Com informações da Agência Câmara

A ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, começou seu depoimento na CPI da Petrobras - ela foi convocada para substituir o depoimento do ex-representante da empresa holandesa SBM Offshore, Julio Faerman, que não foi localizado pela CP - fazendo um balanço de sua trajetória na empresa. Foster falou que a empresa bateu recordes na produção em refino de petróleo, produção de fertilizantes e extração de gás.

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Ela disse que a Operação Lava Jato fez com que a diretoria da empresa adotasse práticas preventivas, de modo a evitar a formação de cartéis por parte das empresas contratadas, bem como sobrepreço nas contratações.

Em resposta a perguntas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), ela disse que a estatal produz 100 milhões de metros cúbicos de gás. “São mais de 60 unidades de produção, sendo 13 refinarias”, disse.

Foster explicou que os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, melhoraram a gestão da estatal, mas acrescentou que a corrupção na empresa foi descoberta pela polícia. “O grande descobridor foi a Polícia Federal, não foram os auditores nem a própria empresa que descobriu”, disse ela, ao responder pergunta do relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

Segundo ela, a Price Waterhouse, empresa de auditoria contratada pela Petrobras, avalizou sem ressalvas as contas da empresa a respeito do primeiro trimestre de 2014. Ela acrescentou que a Price só mudou o parecer depois da divulgação dos depoimentos dos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) questionou as perguntas do relator à ex-presidente da empresa a respeito da saúde financeira da Petrobras e do mercado de petróleo mundial. “Estamos aqui para investigar corrupção na Petrobras”, disse o deputado.

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), no entanto, respondeu que o relator tem o direito de fazer as perguntas que quiser, pelo tempo que desejar.

Ao responder as perguntas de Luiz Sérgio, Graça Foster disse que o câmbio é, hoje, um dos grande problemas da empresa. “O dólar acima de R$ 3 é muito ruim para a Petrobras”, disse ela.

Essa é a quinta vez que Graça Foster comparece ao Parlamento para tratar das irregularidades na Petrobras. No ano passado, ela depôs na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Funcionária de carreira da empresa, Foster presidiu a estatal de 2012 a 2015.

Ela deixou a empresa em fevereiro juntamente com cinco diretores da petroleira, após ser divulgado que a Petrobras chegou a estimar, no balanço não auditado, em R$ 88,6 bilhões a queda em seus ativos.