Dilma prometeu forte diálogo com Tarso e projetou que isso irá se traduzir em mais desenvolvimento. "Será uma parceria que vai resgatar condições de evolução do RS, compatíveis com seu potencial", ponderou. "Não que antes não tenha tido uma cooperação entre governo federal e estadual, mas nós a faremos mais efetiva e dinâmica."
"O RS tem uma característica que o torna muito especial. É sua grande competência na área de produção agrícola", frisou Dilma. "Nós conseguimos uma melhoria nas condições técnicas de produção, então não tem porque deixar isso virar um fator de perda ao invés de fator de ganho", salientou a presidente, salientando que irá dar atenção especial para a questão da desvalorização do arroz e quebra das vendas.
Dilma salientou a evolução da Metade Sul, enfocando o estabelecimento do pólo naval, que "acordou" o potencial dos municípios da região. "Sendo alguém que viveu muito tempo aqui, pude ver e considero que, nos últimos anos, a Metade Sul, uma região emergente no passado, tinha perdido o fôlego", avaliou a presidente. "Agora, porém, estava falando com o Tarso da importância que o desenvolvimento da tecnologia vai ter para o seu governo, principalmente com o pólo naval. Vamos gerar ali uma indústria condizente com a que o Pré-Sal abre para o Brasil.
Por fim, Dilma salientou o problema climático que prejudica a região Sul. "O RS também sofreu sua catástrofe climática, com as secas, pois o Estado não tinha isso nesta dimensão", destacou a presidente. "Acredito que vamos ter aqui uma política bem determinada para os recursos hídricos. Eu vi isso acontecer no governo no Lula, com um dos maiores programas de irrigação já promovidos na região Nordeste e agora isso pode ser feito nas proporções e com a tradução correta no Sul."
A presidente mostrou-se pouco disposta a alterar os critérios de reajuste do salário mínimo definidos pelas centrais sindicais e pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O que nós queremos saber é se as centrais querem ou não a manutenção desse acordo pelo período do nosso governo", avisou. "E se querem, o que nós propomos é R$ 545."