Política

Em discurso, Dilma pede ampliação do Conselho de Segurança da ONU

Presidente ainda comentou situação dos refugiados na Europa

Dilma pediu a ampliação do Conselho de Segurança da ONU
Dilma pediu a ampliação do Conselho de Segurança da ONU Foto : Timothy Clary / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff realizou nesta segunda-feira o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, onde fez uma defesa da ampliação do Conselho de Segurança de organização. Dilma ainda comentou a situação dos refugiados sírios e disse ser um “absurdo impedir o livre trânsito de pessoas".

“Necessitamos uma ONU capaz de fomentar uma paz sustentável no plano internacional e de atuar com presteza e eficácia em crises e guerras regionais localizadas e quaisquer atos contra a humanidade. Não se pode postergar, por exemplo, a criação de um Estado Palestino, que conviva pacífica e harmonicamente com Israel. Seu Conselho de Segurança necessita ampliar seus membros permanentes e não-permanentes, para tornar-se mais representativo”, disse Dilma, que condenou os atos de grupos como o Estado Islâmico.

“A multiplicação de conflitos regionais, assim como a expansão do terrorismo, que destrói patrimônios da humanidade e expulsa de suas comunidades seculares milhões de pessoas, mostram que a ONU está diante de um grande desafio. Não se pode ter complacência com tais atos de barbárie, como aqueles perpetrados pelo chamado Estado Islâmico e por outros grupos associados. Esse quadro explica, em boa medida, a crise dos refugiados pela qual passa atualmente a humanidade”, seguiu.

Ainda sobre a situação dos refugiados, a presidente afirmou que o Brasil é um país que aceita e acolhe estrangeiros. “Em um mundo onde circulam livremente mercadorias, capitais, informações e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas. O Brasil é um país de acolhimento. Um país formado por refugiados. Recebemos sírios, haitianos, pessoas de todo o mundo, assim como abrigamos, há mais de um século, milhões de europeus, árabes e asiáticos”, concluiu.