Lula elogiou ainda sua sucessora e disse que ela é "a melhor pessoa para ganhar essas eleições"."Dilma tem a competência e a capacidade que o Brasil precisa pra fazer o País avançar", declarou.
Questionado sobre a atual conjuntura da Petrobras, o ex-presidente afirmou que em todos os anos eleitorais a oposição tenta emplacar uma CPI para investigar a estatal. “Eu penso que são pessoas que trabalham para enfraquecer a Petrobras. Se ela hoje vale 98 bilhões, no governo FHC ela valia 15 bilhões”. Lula disse ainda que a empresa deve ser motivo de orgulho para todos os brasileiros e que se for para investigar, que seja investigado. “A gente não pode é ficar permitindo que por omissão nossa, as mentiras continuem prevalecendo”.
O ex-presidente afirmou ainda que "o governo tem que ir para a ofensiva e debater a questão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras com força". Lula disse que os números divulgados pela imprensa não "batem" com os que o governo tem. "Não podemos admitir que, por omissão, nossas mentiras prevaleçam".
Segundo ele, o governo precisa defender "com unhas e dentes" o que acredita ser verdadeiro.
Sobre a reforma política, Lula disse que é favor de uma constituinte exclusiva para fazer a reforma Brasil. “A reforma política é a mais importante reforma que tem que acontecer neste país, sem ela todas as outras ficam muito mais difíceis”. Com relação ao financiamento público de campanha, o ex-presidente disse estar convencido que é “a forma mais barata, mais honesta, de fazer eleição no Brasil, para o cidadão saber quanto custa o voto”.
Sobre o julgamento da AP 470, chamado de mensalão, Lula disse que espera viver para ver essa história ser contada novamente e disse aos blogueiros. “Quem sabe sejam vocês que vão recontar essa história?” O ex-presidente afirmou que precisa ser estudada a “participação e o poder de condenação” que a grande mídia teve durante este julgamento. Sobre a decisão do STF sobre o julgamento do chamado mensalão tucano, o ex-presidente chamou de dois pesos e duas medidas. “Os mesmos que defendiam a forca para José Dirceu, defendem um julgamento tranquilo para outros”.
O petista falou ainda sobre o delicado papel de um ex-presidente na democracia e afirmou que evita falar com a imprensa por não querer interferir na gestão de Dilma. Ele negou, no entanto, qualquer divergência com a atual presidente. "Eu já disse que se por acaso tivesse divergência entre a Dilma e eu, ela estaria certa e a divergência acabaria".