Política

Em meio a tensão com a base, Dilma anuncia troca de seis ministérios

Gaúcho Miguel Rossetto foi confirmado na Paste de Desenvolvimento Agrário

Gaúcho Miguel Rossetto foi confirmado na Paste de Desenvolvimento Agrário
Gaúcho Miguel Rossetto foi confirmado na Paste de Desenvolvimento Agrário Foto : Bruno Alencastro / CP Memória
Em meio à crise com integrantes da base aliada no Congresso, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira mudanças na composição da Esplanada dos Ministérios. A previsão é de que a posse dos novos ministros ocorra na próxima segunda-feira, às 10h, em cerimônia no Palácio do Planalto. Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação foram confirmadas as seguintes mudanças:

Agricultura
O atual secretário de política Agrícola, Neri Geller, assume no lugar do ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB-MG).

Turismo
O assessor internacional do Sebrae, Vinícius Nobre Lages, assume a pasta do Turismo no lugar de Gastão Vieira (PMDB-MA).

Cidades
O vice-presidente de governo da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, passa a ocupar a vaga do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Desenvolvimento Agrário
O atual presidente da Petrobrás Biocombustível, Miguel Rossetto, assume o comando do Ministério de Desenvolvimento Agrário no lugar de Pepe Vargas (PT-RS)

Ciência e Tecnologia
O ex-reitor da Universidade de MG Clélio Campolina Diniz ocupará o Ministério de Ciência e Tecnologia na lugar de Marco Antônio Raupp.

Pesca
O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) assume o Ministério da Pesca no lugar de Marcelo Crivella (PRB).

Os ministros que desembarcam da Esplanada ficam livres para iniciar pré-campanha para disputar as próximas eleições de outubro. A dança das cadeiras anunciada pela presidente ocorre num momento em que integrantes da base aliada no Congresso se queixam de falta de espaços no governo e de atrasos na liberação de emendas para tentarem atender aos pleitos das bases eleitorais nos Estados.

Com a divulgação dos novos ministros, Dilma tenta desarmar o espírito beligerante de parte dos aliados. Avisados de que seriam atendidos na reforma ministerial, o PP e mais recentemente o PROS anunciaram que não farão parte do "blocão" da Câmara, composto por partidos descontentes com o Palácio do Planalto.

O grupo, capitaneado pelo líder do PMDB da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), impôs nos dois últimos dias uma série de derrotas ao governo com a aprovação de propostas que desagradam Dilma, como os convites e convocações a 10 ministros e à presidente da Petrobrás, Graça Foster, para prestar esclarecimentos no Congresso. Detentores da indicação para Agricultura e Turismo, os deputados do PMDB alegam que não foram ouvidos por Dilma.

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