Política

Em nota, Piratini reafirma pedido por plebiscito neste ano

Assembleia Legislativa afirmou não ter condições legais para realização da consulta ainda em 2017

Governo reforçou pedido por plebiscito em 2017
Governo reforçou pedido por plebiscito em 2017 Foto : Luiz Chaves / Palácio Piratini / Divulgação / CP
Tem chance de se transformar em uma batalha jurídica a realização do plebiscito para que a população decida se quer ou não vender a CEEE, a Sulgás e a CRM. O governo do Estado divulgou na manhã desta sexta uma nota oficial para rebater os esclarecimentos prestados pela direção da Assembleia sobre a impossibilidade de que a consulta seja feita este ano. Em uma coletiva de imprensa que reuniu o presidente, três superintendentes e o procurador da Casa, o Legislativo enumerou uma série de erros do Executivo no encaminhamento da solicitação, e informou que o governo precisa encaminhar um Projeto de Lei para dar início ao processo.

O governo do Estado deu a impressão de saber de antemão que o Legislativo apontaria erros no encaminhamento da solicitação porque menos de uma hora depois do término da coletiva divulgou em seu site uma nota oficial sobre o posicionamento da Assembleia.

Na nota, o Executivo argumenta que cumpriu os requisitos constitucionais e infraconstitucionais para o encaminhamento da matéria e informa que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) estuda as medidas cabíveis a partir do posicionamento da direção do Legislativo. A PGE, por sua vez, informou que no decorrer do dia anunciará as medidas em questão.

Confira a nota do governo do Estado:


“O Governo do Estado reafirma o pedido para que o plebiscito de consulta à população seja realizado, ainda este ano, como melhor expressão da democracia participativa. Ouvir a cidadania é um imperativo do processo político, que não pode sofrer qualquer espécie de inibição.

Todos os requisitos constitucionais e infraconstitucionais foram rigorosamente cumpridos pelo Governo do Estado. O artigo 53 da Constituição Estadual, em seu inciso XI, é explícito ao dizer que compete "exclusivamente" à Assembleia Legislativa aprovar referendo e convocar plebiscito, na forma da lei. Os motivos para a realização da consulta pública já estão formal e publicamente expostos, tendo em vista a grave situação das companhias envolvidas, com grande repercussão nos serviços essenciais do Estado.

A proposta do governo nesse sentido tramitou no parlamento desde o ano passado, tempo suficiente para ocorrer uma ampla análise do tema. Agora é preciso permitir que o povo decida soberanamente. Estamos sendo transparentes sobre a realidade financeira do Estado desde o primeiro dia do atual mandado. A demora só prejudica a sociedade gaúcha.

Diante da negativa da presidência da Assembleia Legislativa em dar seguimento ao processo de ouvir a população por meio do plebiscito, a Procuradoria-Geral do Estado estuda as próximas medidas cabíveis. Esperamos que o interesse público e a livre fluência da democracia sigam pautando a conduta dos agentes públicos
gaúchos”.