“Se eleito presidente, o primeiro projeto que enviarei ao Congresso Nacional é uma proposta de simplificação do sistema tributário. É o primeiro passo para que no futuro possamos ter espaço para redução horizontal da carga. Para que nós possamos caminhar na direção do imposto de valor agregado”, enfatizou.
Na entrevista, Aécio voltou a ser questionado sobre a utilização de aeroportos não homologados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que gerou motivou o PT a denunciá-lo à Procuradoria-Geral da República por atentado ao espaço aéreo. “Essa não merece consideração de tão ridícula que é”, resumiu, criticando a atuação das agências reguladoras no País.
Sobre pesquisa eleitoral recente do Ibope que apontou sua candidatura com 23% das intenções de voto no Rio Grande do Sul, enquanto Dilma teria 43%, o tucano minimizou, afirmando que os resultados estão ótimos para o início de campanha. “Há um grande nível de desconhecimento do candidato Aécio e suas propostas. Só quando começar a campanha de TV as pessoas vão conhecer”, sugerindo ainda que a candidata Ana Amélia será a responsável pela sua melhora nas intenções de voto no Estado.
A senadora, alvo de uma única pergunta, utilizou a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para dirigir críticas ao atual governo, afirmando que “a EGR é o pedágio do Tarso”, que tem seus lucros dirigidos ao Caixa Único do Estado e ainda paga impostos ao governo federal. Sobre o Cargos em Confiança (CC’s) estaduais, Ana Amélia disse que a preocupação não é o alto número, mas sim sua indicação política. “As pessoas têm que estar ali por grau de qualificação e competência, mas aqui o que se vê é o uso de interesse apenas partidário”, apontou.
Em relação à política externa, Aécio criticou o que considera um “atrasado alinhamento ideológico que benefício algum vem trazendo ao Brasil”. No caso específico do Mercosul, sugeriu a flexibilização das regras. “A união aduaneira a que está submetido hoje o Mercosul pode ser flexibilizada para uma área de livre comercio. Mas nós não podemos estar sempre amarrados às conveniências de todos os países do bloco”.
Questionado a avaliar as atuais políticas públicas para a população LGBT e suas propostas nesta área, Aécio respondeu sucintamente que, enquanto senador, sempre apoiou a criminalização da homofobia e que não permitirá qualquer tipo de discriminação. “Não acredito que existam políticas específicas para as minorias. O nosso programa e as nossas diretrizes falam de forma muito clara, nós não permitiremos que haja qualquer tipo de discriminação”, resumiu.
Ao fim, foi perguntado sobre a manutenção do programa Mais Médicos, não respondendo de forma clara se apoia ou não a importação destes profissionais, mas destacando a necessidade de contrato diferente com aqueles que vêm de Cuba. “O que eu disse é que não gosto de ver essa discriminação que acontece em relação aos médicos cubanos. Eles tão aqui, são necessários? Eles devem trabalhar nas condições que trabalham os médicos de outros países. Temos que fazer uma nova negociação com essa associação latino-americana, não nos termos em que nos foi proposto por Cuba, mas de interesse dos brasileiros”, finalizou.