Política

Em Porto Alegre, ministro da Saúde critica gestões anteriores

Mandetta também alertou para a necessidade da população cumprir os cronogramas de vacinação

Ministro da Saúde fez visita ao GHC
Ministro da Saúde fez visita ao GHC Foto : Ricardo Giusti

Na primeira visita ao Rio Grande do Sul como ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta criticou nesta quarta-feira as gestões anteriores que estiveram à frente da pasta e o casos de corrupção detectados na área. Após uma rápida visita às obras do prédio do centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Mandetta afirmou que os primeiros cem dias de governo serviram para revisar o organograma Ministério da Saúde, que classificou como “antigo, malfeito e descalibrado”. 

Depois de visitar o Núcleo Interno de Regulação de Leito (NIR), que é referência para o país inteiro, e a obra da unidade de oncologia, que deve ser inaugurado em 2020 e tem previsão de investimento total de R$ 175 milhões (construção do prédio e aquisição de equipamentos), o ministro explicou as principais ações que pretende implantar na pasta. “Pela primeira vez o Ministério da Saúde tem uma diretoria de Integridade, com CGU, AGU, PF, controladoria e corregedoria para coibir a corrupção em saúde, que tem sido uma tônica no passado”, disparou.

Mandetta também alertou para a necessidade da população cumprir os cronogramas de vacinação e evitar acreditar na divulgação de notícias falsas sobre o tema. O ministro garantiu que já estabeleceu as metas gerais para a pasta e prometeu avançar nas políticas voltadas à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). “Vamos trabalhar, deixar de mimimi, correr atrás do SUS que a gente quer, atrás da sociedade que a gente quer. Em cem dias já deu para a gente dar uma amostra grátis, mas vem muita coisa melhor por aí, muita ampliação de serviço, revitalização de programas federais.”

Entre os pontos envolvendo a política de saúde mental, Mandetta destacou que a nova gestão revitalizou a atenção básica depois de muitos anos, dobrando o custeio por equipe de Estratégia de Saúde da Família (ESF). “Pela primeira vez é colocado farmácia até 22h nas unidades que forem ficar abertas para dispensar psicotrópico, coisa que os pacientes da saúde mental vagavam como zumbis procurando seus medicamentos por falta de prescrição”, observou.  Ao destacar a criação da Secretaria Nacional da Atenção Primária, o ministro explicou que os serviços melhoraram e deixaram de ser prestados na base do improviso. “Por isso que a atenção básica teve tantos improvisos, como abertura de UPAs indiscriminadas sem melhorar a resolutividade”, concluiu.

Diretor-Superintendente do GHC, André Cecchini afirmou que os serviços no centro de Oncologia devem estar à disposição da população até o final do próximo ano. O objetivo é melhor e ampliar o atendimento aos pacientes com a construção do prédio, que vai contar com cem leitos distribuídos em 14 mil m². “A demanda por esse tipo de tratamento, de quimioterapia e radioterapia, é enorme. A gente vai oferecer um serviço de qualidade numa quantidade razoável e necessária para a população”, frisou. Cecchini acrescentou que o hospital também vai realizar transplantes de medula: “Tem uma série de regramentos para esse tipo de transplante que o hospital deve oferecer tão logo inaugure”.