Política

Em reunião com investidores, Dilma destaca história de integração entre Brasil e EUA

Presidente pretende ampliar as relações entre os dois países na reunião com Obama

Dilma Rousseff participou de encontro com investidores do setor financeiro em Nova Iorque
Dilma Rousseff participou de encontro com investidores do setor financeiro em Nova Iorque Foto : Roberto Stuckert Filho /Presidência da República / Divulgação / CP
A presidente Dilma Rousseff destacou a "longa história de integração e cooperação econômica" entre Brasil e Estados Unidos, ao falar, nesta segunda-feira, para investidores, em Nova Iorque. "Os Estados Unidos continuam sendo o principal investidor estrangeiro no Brasil, com 116 bilhões de dólares em 2013 e 3 mil empresas atuando no Brasil nas mais diversas áreas", afirmou. Ela citou também a crescente presença de empresas e investidores brasileiros em solo norte-americano.

"Atualmente, o estoque é de 15,7 bilhões de dólares investidos em vários tipos de atividade", disse.

Além de ressaltar os números atuais, a presidente avaliou ser possível aos dois países ampliar "muito mais" a cooperação entre os governos e entre estes e os empresários. "Pretendo trabalhar bastante com o presidente (Barack) Obama nas reuniões de amanhã (terça-feira) e pretendo aproveitar essas boas reuniões que realizamos hoje, com investidores financeiros e das áreas produtiva e de serviços", concluiu.

Dilma justificou sua passagem pela Califórnia nos próximos dias devido ao interesse fundamental do País em parcerias nas áreas de educação, ciência e inovação, citando as áreas de tecnologia da informação, biotecnologia e defesa aeroespacial. "Por isso, quero deixar o nosso interesse em ampliar e desenvolver cada vez mais as relações, tanto no que se refere a comércio, quanto aos investimentos", afirmou.

Dilma também saiu em defesa de seu governo. "Estamos em uma fase de construção do novo ciclo de expansão do crescimento, e faz parte dessa estratégia a adoção de medidas de controle da inflação e a busca pelo equilíbrio fiscal, bem como todas as medidas de incentivo ao investimento e aumento da produtividade", afirmou. Ela ressaltou que a recuperação do crescimento sustentável do País depende do aumento mais "rápido" e "mais sólido" da produtividade. 

"Com mais produtividade, vamos crescer mais e ter melhores empregos. Daremos também continuidade às políticas de redução da desigualdade que tiraram da miséria milhões de brasileiros", acrescentou. Na avaliação dela, para elevar a produtividade, é preciso aumentar a taxa de investimento, sobretudo em infraestrutura. "É por isso que lançamos o Programa de Investimento em Logística 2015-2018", citou.

A presidente afirmou que, apesar de "algumas percepções em contrário, os números são inequívocos" e mostram que "avançamos muito no investimento em logística nos últimos quatro anos". Ela ressaltou que, em seu primeiro mandato, foram concedidos mais de 5,3 mil quilômetros em rodovias e pouco mais de 1,1 mil quilômetros em ferrovias, além da concessão ou expansão de 40 terminais portuários privados e prorrogação de três arrendamentos de terminais de uso público. "Isso, se comparar com cada um dos governos do País nos últimos 30 anos, o que nós conseguimos em
concessão foi maior", disse.

Ao encerrar seu discurso, ela voltou a reforçar as semelhanças entre os dois países e ressaltou o interesse do País em receber os investidores. "O Brasil considera que todos os grandes, pequenos e médios investidores de todas as regiões do mundo são muito bem-vindos", afirmou.