Política

Em visita ao Brasil, Chávez recomenda "força" a Palocci

Presidente da Venezuela defendeu a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU

Em visita ao Brasil, Chávez recomenda força a Palocci
Em visita ao Brasil, Chávez recomenda força a Palocci Foto : Antônio Cruz / Abr
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recomendou "força" ao ministro-chefe da Casa Civil do Brasil, Antonio Palocci, alvo de denúncia de suspeita de enriquecimento ilícito. "Fuerza, fuerza", afirmou Chávez, ao cumprimentar Palocci, na chegada ao Palácio do Planalto, em sua visita oficial ao País.

Chávez chegou apoiado em uma bengala. Por causa de um problema no joelho, que o impediu de viajar para Brasília em maio, o presidente venezuelano evitou a rampa do Palácio do Planalto e chegou pelo elevador ao salão nobre, onde foi recebido pela presidente Dilma Roussef. Depois os dois ouviram os hinos do Brasil e da Venezuela, no topo da rampa.

O presidente da Venezuela defendeu a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), se houver uma reformulação da atual estrutura do órgão. Chávez disse que a Venezuela apoia de “maneira incondicional” o ingresso do Brasil no órgão. Segundo ele, é a maneira ideal de romper com a hegemonia dos Estados Unidos no conselho.

“A Venezuela apoia de maneira incondicional o ingresso do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. É a melhor maneira de romper a hegemonia que é permitida aos Estados Unidos”, disse, ao se referir à iniciativa norte-americana de liderar uma campanha para a aprovação de uma área de exclusão de aérea na Líbia como forma de proteção para os civis em meio aos conflitos entre as forças aliadas do presidente líbio, Muammar Khdafi, e a oposição.

Chávez fez as declarações ao desembarcar ontem à noite, em Brasília. A defesa da reestruturação do Conselho de Segurança da ONU faz parte da política externa brasileira. Para as autoridades brasileiras, o órgão segue a estrutura mundial pós-2ª Guerra Mundial, o que não representa as mesmas forças políticas e econômicas atuais, pois houve avanço e crescimento de vários países.

Pela atual estrutura do conselho são membros permanentes a China, França, Rússia, o Reino Unido, e os Estados Unidos. Já os assentos rotativos estão com a Bósnia-Herzegovina, Alemanha, Índia, África do Sul, Colômbia, Nigéria, Portugal, o Brasil, Líbano e Gabão.

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