Política

Empossada, diretoria do Dnit tentará mudar a imagem do órgão

Novo diretor-geral disse que servidores são "o patrimônio mais valioso" da instituição

Sete membros da diretoria colegiada do Dnit tomaram posse hoje
Sete membros da diretoria colegiada do Dnit tomaram posse hoje Foto : Antonio Cruz / ABr / CP
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Fraxe, disseram nesta sexta-feira, ao dar posse à nova diretoria do órgão, que a prioridade é "mudar a imagem" do departamento, prejudicada por recentes denúncias de corrupção. No entanto, Passos elogiou forma como o Dnit vinha sendo administrado.

Segundo o ministro, "apesar do período turbulento", existem funcionários comprometidos com a valorização do Dnit. Ele pediu “ânimo e disposição” às equipes de profissionais para enfrentar os próximos desafios. “Juntos, teremos condições de responder aos desafios que o país coloca para todos nós na área de infraestrutura. Tenho certeza do nosso sucesso.”

Passos destacou a contribuição do ex-diretor Luiz Antônio Pagot, por “ampliar a capacidade de investimentos e de respostas aos desafios” do Dnit. “Foi um momento atípico, em que se afastaram quase todos os diretores do órgão, mas eles tiveram desprendimento e profissionalismo para dar sequência aos trabalhos durante a fase transitória”. O ministro ressaltou que, em agosto, quando todos imaginavam que o Dnit iria parar, foram aplicados R$ 1,2 bilhão em obras e serviço de engenharia. "É a segunda melhor marca de todo o a ano. Isso demonstra o muito que podemos fazer e evoluir”, acrescentou.

Passos lamentou as dificuldades que o Dnit enfrenta, por causa de questões ambientais, exame de processos e rotinas, suporte informacional e desapropriações e disse que é preciso trabalhar para que haja sincronismo e não ocorram perdas. "É preciso ainda avançar nas áreas de estudos e projetos para aprimorar nossas rotinas, no que diz respeito a condições, prazos e qualidade daquilo que será feito pelos projetistas”, disse o ministro; Para ele, será preciso trabalhar também referenciais de custos e evoluir na fiscalização e controle dos projetos.

Em discurso, o novo diretor-geral do Dnit disse que os servidores são "o patrimônio mais valioso" da instituição e que resgatar a imagem do Dnit, oferecendo infraestrutura de qualidade, é dever de todos. Jorge Fraxe, que é general, negou que haja risco de "militarização" no Dnit, cuja diretoria conta com integrantes do Exército. “A presença de um general não significa militarizar o Dnit. Não existe essa intenção", disse Fraxe, que ingressou no Exército em 1972, como aluno da Academia Militar de Agulhas Negras, pela qual diplomou-se como oficial engenheiro, e chegou a diretor de Obras de Cooperação da Força.

Foi também no Exército que o novo diretor executivo do Dnit, Tarcisio Gomes de Freitas, iniciou a carreira. Posteriormente, Freitas foi aprovado em um concurso para o quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU), onde ingressou. Formou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e atuou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz no Haiti.

O diretor de Administração e Finanças, Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira, é formado em Direito, Economia e Administração de Empresas, com MBA em Finanças. Atualmente faz mestrado em Gestão de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. É servidor público da Secretaria do Tesouro Nacional desde 2005. Em 2007, ingressou no Banco do Estado do Rio de Janeiro.

Na Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, tomou posse o engenheiro civil Adão Magnus Marcondes Proença, especialista em técnicas construtivas e em engenharia de produção. Proença trabalhou nos últimos dois anos no Ministério dos Transportes, como especialista sênior em infraestrutura civil e Aquaviária, cargo voltado para a gestão de portos e hidrovias da Bacia Amazônica e do Mercosul.

O engenheiro civil Mário Dirani, especializado nas áreas de regulação, defesa da concorrência e concessões, assumiu a Diretoria de Infraestrutura Ferroviária. Dirani, que atua desde 2008 como especialista em infraestrutura sênior do Ministério dos Transportes, trabalhou também na Agência Nacional de Transportes Terrestres e na Rede Ferroviária Federal e foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

A Diretoria de Infraestrutura Rodoviária ficou com Roger da Silva Pêgas e a de Planejamento e Pesquisa, com José Florentino Caixeta.

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