A operação Ratatouille, desdobramento da Lava Jato deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, prendeu o empresário Marco Antonio de Lucca, do setor de alimentação escolar e hospitalar. Ele já havia sido alvo da operação Quinto do Ouro, quando foram detidos conselheiros do Tribunal de Contas do Rio.
A ofensiva da PF cumpriu um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ, na capital fluminense (Barra da Tijuca, Centro, Ipanema e Leblon) e nos municípios de Mangaratiba e Duque de Caxias, no estado Fluminense. São investigadas propinas de R$ 12,5 milhões sobre contratos de merenda escolar e alimentação de presídio e hospitalar.
A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita. Iniciadas há seis meses, as investigações indicam o pagamento de pelo menos R$ 12,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas pelo empresário do ramo de alimentação que mantinha contratos com o governo do Estado do Rio.
O preso será indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após os procedimentos de praxe, ele será encaminhado ao sistema prisional do estado. O nome da Operação remete a um prato típico da culinária francesa, em referência a um jantar em restaurante de alto padrão em Paris/França, no qual estavam presentes diversas autoridades públicas do Rio de Janeiro e empresários que possuíam negócios com o Estado.
Empresário do setor de alimentação é preso em operação PF
Desdobramento da Lava Jato investiga propinas de R$ 12,5 milhões