A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre promoveu encontro na manhã desta quinta-feira para discutir as denúncias de desvios de recursos públicos, envolvendo o Instituto Sollus e a Secretaria Municipal de Saúde. O assunto vem ganhando força desde 2007 e repercutiu entre representantes da Secretaria, do Conselho Municipal de Saúde, Procuradoria-Geral do Município, Ministério Público do Estado, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Polícia Federal e do Instituto referido no processo.
Durante a reunião, presidida pelo titular da Comissão, vereador Aldacir Oliboni (PT), o tema ganhou destaque chamando atenção inclusive dos presentes no plenário, que lembravam do suposto montante de R$ 9,6 milhões, desviado dos cofres públicos. A oposição mostrou-se favorável à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com intuito de substanciar muitas das irregularidades indicadas pelo Ministério Público, na ação que corre em segredo de justiça.
Segundo o advogado Ricardo Breyer, um dos representantes do Instituto Sollus, a empresa busca esclarecer todas as questões e ressalta que o contrato com a prefeitura de Porto Alegre não foi "em nenhum momento rompido, chegando ao seu final em agosto do ano passado", como o estabelecido formalmente entre as duas partes.
Um dossiê foi entregue durante a reunião. Ele diz que as notas representam o serviço realizado. Para Jorge Luiz Gasparini da Silva, do MP, de fato constam irregularidades e muitos pontos precisam ser revistos. O encontro, que teve início às 10h30min da manhã, estendeu-se até o início da tarde.
Encontro na Câmara de Porto Alegre discute desvio de dinheiro na saúde pública
Comissão aponta irregularidades no contrato entre Instituto Sollus e SMS