Política

ERS 010 não acabará com congestionamentos na região Metropolitana, adverte Tarso

Governador do Estado revelou detalhes sobre a construção da Rodovia do Progresso

Um dia após anunciar que as obras da ERS 010 começarão em 2015 – conhecida como Rodovia do Progresso – o governador do Estado Tarso Genro advertiu a população gaúcha que a estrada não será a solução para os constantes congestionamentos na região Metropolitana de Porto Alegre. “Essa obra nunca foi apresentada por nós como solução para a BR 116. Isso foi uma visão que prosperou no governo anterior”, destacou em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta quinta-feira.

Para Tarso, a construção da estrada facilitará o fluxo de carros na região Metropolitana, porém, o objetivo é ter impacto social na região, e não apenas na circulação de veículos. “O que é solução imediata para a BR 116 é a extensão da BR 448 e mais duas pistas na BR 116, que nós já estamos fazendo em parceria com o governo federal há mais de um ano. Isso sim, a curto prazo, pode ter um efeito extraordinária na redução dos engarrafamentos na BR 116”, ponderou. “Nós achamos que uma obra dessa envergadura tem que ter um impacto social muito grande, não apenas da circulação de veículos”, completou.

O projeto apresentado por Tarso sobre a ERS 010 sofreu alterações no modelo original, articulado ainda durante o governo Yeda Crusius. A obra, com um total de 99 quilômetros, de Porto Alegre a Sapiranga, será dividida em três trechos. Os dois primeiros serão construídos via parceria público-privada (PPP), e o terceiro (de Novo Hamburgo a Sapiranga), pelo governo do Estado. No projeto anterior, a empresa Odebrecht seria responsável pela construção de toda a rodovia. Os trabalhos de construção devem começar em janeiro de 2015. Já a licitação será lançada ainda neste ano, no mês de novembro.

Questionado se o governo do Estado tem condições de bancar o custo do terceiro trecho, Tarso admitiu dificuldades, mas afirmou que não medirá esforços para obter o empréstimo financeiro. “Proporcionalmente ao orçamento do Estado e nossa potencialidade futura de endividamento, essa obra tem menor repercussão no orçamento que teve a Terceira Perimetral quando eu era prefeito de Porto Alegre. É necessário tomar decisões, são estratégicas para o desenvolvimento do Estado. Vai ter sim, e vai ser financiada, nós vamos conseguir o dinheiro no BID, no BNDES, vai ter ofertas até excessivas de finacinamento para fazer essa obra”, explicou.

Conforme anunciado pelo governador no Palácio Piratini, os dois primeiros trechos da rodovia devem ser concluídos em 2018, com término total das obras previsto para 2019. A nova modelagem reduz o valor que o Estado irá desembolsar para a construção da estrada, cujo custo toral será de R$ 1,1 bilhão. A contrapartida, que no modelo anterior era de 20 parcelas de R$ 75,5 milhões, agora passou para R$ 62,5 milhões.



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