Política

Esforço concentrado da Câmara não vota nada no primeiro dia

Partidos de oposição obstruíram pauta pressionando por CPI da Petrobras

Primeiro dia terminou sem nenhum projeto votado por deputados
Primeiro dia terminou sem nenhum projeto votado por deputados Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
O primeiro dia do esforço concentrado na Câmara dos Deputados terminou sem nenhum projeto votado pelos deputados. A iniciativa havia sido anunciada pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), como uma força tarefa para destrancar a pauta da Casa.

Mesmo com baixo quórum - estavam na Casa 290 dos 513 deputados. Acima, portanto, do mínimo necessário de 257 votos para votação - Henrique Alves deu início aos trabalhos. Mas, antes que o plenário pudesse debater e votar as medidas, os partidos DEM, PSDB, PPS, SDD, PSOL e PDT entraram em processo de obstrução.

O intuito da oposição era pressionar a instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) destinada a investigar denúncias de irregularidades envolvendo a Petrobras, ocorridas entre 2005 e 2014. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), já tinha dito que o partido iria atrapalhar as votações até que seja definido o futuro da CPI da Petrobras.

A obstrução inviabilizou a votação, uma vez que foram obtidos apenas 200 votos, número inferior ao quórum mínimo. Antes de encerrar os trabalhos, Alves criticou a atitude dos parlamentares oposicionistas. “Esta presidência não tem como resolver a questão da CPI da Petrobras. Não quero que a Casa seja penalizada por uma decisão do Senado, e tenha a pauta de projetos obstruída”, disse.

MP sobre infraestrutura fica mais atrasada

Na sessão desta segunda-feira, estava prevista a votação, em sessão extraordinária, de três medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta: a MP 628, que autoriza a União a conceder R$ 24 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar projetos de investimento de longo prazo na área de infraestrutura e em segmentos considerados estratégicos para o país; a MP 630, que amplia o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) a todas as licitações da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, conforme relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); e a MP 631, que agiliza o repasse de recursos federais para ações de prevenção, recuperação e resposta em áreas de risco de desastres, determinando o depósito em caráter obrigatório.

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