Ele disse que haverá celeridade na Fepam, mas argumentou que a instalação também depende de outros órgãos, como o Ministério Público Estadual. O Executivo tem conhecimento de que a empresa tem pressa, já que acordo comercial com a Petrobras tem prazo até 15 de abril, tendo em vista que as operações devem começar no fim de julho.
O presidente da Força Sindical no Rio Grande do Sul, Cláudio Janta, salientou que o entrave estaria na Fepam. Segundo o dirigente, a fundação alega que o local destinado à empresa pode ser um parque arqueológico, porém na área há uma lavoura de arroz.
O coordenador do Centro de Apoio do Meio Ambiente do Ministério Público, Júlio Almeida, afirma ter conhecimento do investimento informalmente. O promotor reconhece a necessidade de estudo feito pela Fepam, além de um reconhecimento arqueológico da área, de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Almeida argumenta que, por enquanto, o MP não participa do processo e só agirá se, em caso de exame dos estudos, houver irregularidades.
A informação na Fepam é de que o empreendimento precisa passar por estudo e relatório de impacto ambiental, análise que leva em média um ano para ser concluída. A Prefeitura de Charqueadas acredita que, além de fortalecer a iniciativa de fomento a um pólo naval, a empresa movimentaria bilhões de dólares, com investimento inicial de R$ 20 milhões e mais de 1,2 mil empregos diretos para uma comunidade com cinco mil desempregados.