A equipe de médicos que trata Alencar observa que, embora estável, o quadro de saúde é delicado, mas não considera nula a possibilidade de que ele desça a rampa do Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Dilma Rousseff tomará posse. Mais cedo, o cardiologista clínico Roberto Kalil Filho disse que não recomenda que o vice-presidente participe da cerimônia diante do quadro de saúde atual. Desde a eleição de Dilma, o vice-presidente tem manifestado reiteradamente o desejo de participar da festa de posse e disse ter feito um acordo com a petista, segundo o qual dançará um xaxado com a presidente eleita em homenagem a Lula.
O vice-presidente está internado desde 22 de dezembro, quando passou por uma cirurgia de emergência por causa de hemorragia digestiva grave. O procedimento cirúrgico, o 17º ao qual Alencar foi submetido na luta que trava há mais de 13 anos contra um câncer na região do abdome, não conseguiu estancar a hemorragia, controlada por meio de remédios. Na sexta, o vice apresentou um novo sangramento, tratado pela equipe médica. Desde então, não há diagnóstico de nova hemorragia.