O governo anterior não pagou 14% dos recursos para investimentos definidos pelos gaúchos. No atual, o passivo é de quase R$ 232 milhões, já que foram executados apenas 35% dos recursos orçados de 2011 até este ano. Para Andres, o Estado deve quitar os valores atrasados para estimular a população a participar da eleição, através da garantia de credibilidade ao processo.
O secretário estadual de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta, reconhece a ocorrência de dificuldades na execução dos projetos, tanto por limites financeiros quanto por questões legais e administrativas. Ainda assim, ele garante que o governo está pondo em prática diversas demandas colhidas junto à população, tanto através da Consulta Popular como por outros meios, como Interiorização, Gabinete Digital e Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS). Segundo Motta, são priorizadas obras de maior relevância para as comunidades, como na área da saúde.
Em 2013, mais de um milhão de pessoas participaram, escolhendo demandas como reforma de hospitais e postos de saúde, aquisição de viaturas policiais, compra de equipamentos para escolas e manutenção de estradas vicinais. O secretário destacou que, neste ano, a intenção é superar os números anteriores. Ele explica que o processo vai definir como serão aplicados R$ 220 milhões, de um total estimado em R$ 1,4 milhão do Orçamento do próximo ano, o equivalente a 15%. Conforme Motta, o objetivo é aumentar o montante gradualmente, até atingir a totalidade.
Os interessados em definir prioridades regionais e gerais nos diversos setores do Rio Grande do Sul podem votar, até esta quarta-feira, através do site https://vota.rs.gov.br. Para participar, é preciso apenas realizar um cadastro por meio do número do título de eleitor. Amanhã, ocorre a consulta presencial, através de urnas instaladas em escolas, postos de saúde, prefeituras e Câmaras de Vereadores dos municípios gaúchos. Até agora, o total de votantes é de 130 mil.